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Os dois inimigos

Começamos a respirar outros ares em nosso país, e não é por causa da suposta “causa ambiental”. Respiramos outros ares por causa de um movimento lento e gradativo que presenciamos na sociedade, um movimento que cresce e amadurece, um movimento de purificação cultural e intelectual.


Mencionei já neste site, que o Brasil não se destaca por sua cultura, mas por sua imoralidade propagandeada. Claro que estou falando daquilo que é lançado pelas mídias mundo afora como sendo a “alma dos brasileiros”, mais ou menos como fizeram com o carnaval e o futebol. O Brasil já se livrou - felizmente - desta pecha de país do carnaval e do futebol, pois aos pouco nós e o mundo enxergam um país que trabalha lentamente para emergir com uma cultural intelectual viva e livre, consciente do valor real da produção intelectual que um povo precisa ter para identificar-se cada vez melhor.


Bem se diz que, enquanto estamos no “olho do furacão" não conseguimos enxergar a saída, mas alguns conseguem e hoje trabalham para manter as conquistas e evoluir na liberdade de outras amarras que o inconsciente coletivo do povo brasileiro ainda encontra-se preso.


Por este motivo, costumo ver-me como um otimista em relação ao futuro deste país e de seu povo. E isto falo lembrando sempre, que o mal nunca é tão forte que dure para sempre, e considerando as trevas da ignorância com um mal para o espírito humano. Entendo que a civilização ocidental ainda verá, no povo brasileiro, um celeiro de cultura e intelectualidade, refletida nas artes e na literatura.


Parece uma visão “beatífica”, mas não fujo da realidade ao afirmar a dura batalha que travamos hoje, especialmente na educação. O sistema educacional do Brasil está doente e o trabalho de cura talvez seja o mais demorado, pois abarca a identificação dos males e a necessária cirurgia ou medicação. Enxergar este problema já agora é o que me faz otimista neste ponto, pois não se pode lutar sem visualizar o inimigo, e hoje especialmente o resumo em dois: o relativismo moral e a glorificação da ignorância.


Seremos mais, se não cedermos aos braços de Morpheu.


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