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A queda da Europa como imaginava


Acompanho ainda incrédulo a metamorfose que o continente europeu vem sofrendo nas ultimas duas décadas. Desde a infância sempre conheci a Europa como símbolo da arte, da beleza e música clássica, transmissores de valores antigos e profundos; ao passo que ouvia da América do Norte a pujança do desenvolvimento tecnológico que também me animava como jovem.

Especialmente falando da Europa, até os meus 15 anos de idade, ainda considerava especialmente a França como um país valioso para o desenvolvimento humano, para o crescimento da cultura, da espiritualidade e da moral, algo que hoje lamentavelmente desfaz-se graças aos próprios europeus, graças aos próprios franceses.


A ruína da Europa, sabe-se hoje, que é fruto de uma infantilidade diante de tanto "desenvolvimento" técnico e científico, não que em si estes fossem o problema, mas como a humanidade europeia - especialmente - tratou tanto crescimento nas mais diversas áreas do conhecimento da produção industrial. Tudo vai se resumir na velha e já conhecida falha do ser humano, utilizar-se mal da obra da criação, dando a estas obras status inexistente em si mesmas, pois são menores que a própria alma imortal do ser humano. O chamado evolucionismo tecnológico e científico fracassa nas mãos dos seres humanos que o usa para deforma aquilo que é maior que o evolucionismo tecnológico e científico, o ser humano. Pois é o que vemos hoje, numa veia pulsante de revolucionismo nas sociedades europeias, que adotam qualquer anomalia com normalidade para justificar tanto desenvolvimento técnico-científico nas diversas áreas.


Um "pequeno" livro que poderia indicar sobre este assunto é o escrito pelo jornalista Brás Oscar, O Mínimo sobre a queda da Europa (Ed. Edico), com um olhar indexador sobre fatos que nos ajudar a montar uma visão geral da decadência que hoje presenciamos neste continente outrora berço de toda arte, beleza e sabedoria que o ser humano foi capaz de conhecer e produzir.


Não sei se um dia ainda verei a minha sonhada França ressurgir como arauto da reorganização social e cultural diante deste caos moderno, mas desejaria muito poder perceber que a humanidade conseguirá reverter a maligna influência que coordena o fim mais trágico para a humanidade, especialmente para este continente.

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