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Iracema e o romance brasileiro

Atualizado: 29 de abr.

É reconhecido de modo consensual que o estilo de romance na literatura brasileira têm seu início com a obra Iracema, de José de Alencar, publicada no ano de 1865.


A obra de Alencar traz de maneira inédita ao seu tempo, a narração de um verdadeiro drama sentimental entre uma nativa destas terras brasileiras e um estrangeiro no período da colonização portuguesa, o “guerreiro branco” Martin.

Dentre as características que emergem desta obra clássica da literatura brasileira, tribos indígenas, algo que para o leitor moderno de hoje parecerá monótono e cansativo, mas que possui valor enquanto que demonstra não somente que autor investiu tempo na confecção deste drama, mas que apresenta uma verdadeira prova de universalidade atemporal da relação humana, que perpassa os tempos, os povos e as línguas.


Esta obra apresenta-se como uma “lenda” do surgimento da região cearense de nosso país. Quase ao término do romance, o mesmo autor deixa claro sua intenção quanto ao romance em sua pretensa fundação do Ceará: O primeiro cearense, ainda no berço, emigrava da terra da pátria. Havia aí a predestinação de uma raça? (cap. XXXII), narrando neste trecho, a despedida de Martin com o filho de poucos meses que tivera com a índia Iracema.


Este romance não somente tenta trazer as características de um tempo de colonização e edificação de um país, mas também contribui hoje para a clarificação de uma necessária observação para além da mera trama que o autor constrói em sua obra publicada.


O romantismo pode não somente ser entretenimento e preenchimento de nossa satisfação emocional, mas também reflexão sobre nossa própria história em construção


 

Texto originalmente publicado na 11ª edição do informativo literário "O Leitor", disponível em www.oleitor.info .

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