Você acredita no Céu?

Estes dias atrás, fui surpreendido por uma pergunta que há muito não me era feita, e confesso que nem me lembro se algum dia fora-me feito tal indagação. “Valderi, você acredita no Céu?”, entendendo que a pessoa queria me indagar se eu acreditava na existência do Céu, especificamente.


Quando fomos catequizados desde crianças, crescemos sem a suposta imagem de duvidosa de outras pessoas acerca de nossa crença ou entendimento de realidades que para estas pessoas, talvez, não passariam de fantasias, mensagens de conforto sem fundamento real, e por isso a curiosidade de perguntar, sempre que oportuno a outrem se diferentemente dela, se acreditava na existência desta realidade.


No momento em que fui questionado sobre minha crença no Céu, respondi rapidamente que sim, como era de se esperar, e logo em seguida completei com um “seria estranho se não acreditasse”, e agora preciso explicar este complemento. Não se trata de exigir que todos pressuponham respostas a certos questionamentos, tendo sabido parte de minha biografia escolar, formativa e acadêmica. Trata-se de sempre tentar elevar o nível de respostas que, para a grande maioria das pessoas, ficaria apenas no sim ou não. Este elevar o nível das respostas a que me refiro, tende a responder ao que exige a honesta e necessária clareza daqueles assuntos que fundamentam nossas ações durante a vida, pois, parece mais que evidente que entender e crer a existência de uma realidade sobrenatural chamada Céu, modifica certas posturas e certas decisões que podemos tomar durante o curso de nossa existência. Só por este motivo já parece-me justificado o complemento a uma simples resposta afirmativa à pergunta se acredito na existência do Céu. Mas é claro que vai além.


Uma resposta simples como esta, revela nossa concordância na existência de toda uma realidade invisível e sobrenatural, revela nossa concordância com a existência de Deus, revela também que se o Céu - lugar de felicidade - existe, por questão de justiça existencial, deve existir o oposto, neste caso o inferno. Enfim, parece-me mais necessário complementar uma simples resposta afirmativa além de ressaltar a estranheza ao contrário, ou seja, quando completei com “seria estranho se não acreditasse”, desejava destacar a desonestidade comigo mesmo, enquanto ser humano dotado de espírito racional, que leva em consideração fundamentos para respostas e tomadas de decisões diante de si e do mundo.


Por fim, crer no Céu é também revelar a honestidade com nossas próprias faculdades internas, para que não as sufocamos pelas respostas imediatas e sem fundamento.


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