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Voltemos a obedecer a Deus

Fixemos o nosso olhar em Jesus Crucificado e peçamos, rezando: Iluminai, Senhor, o nosso coração, para Vos podermos seguir pelo caminho da Cruz; fazei morrer em nós o «homem velho», ligado ao egoísmo, ao mal, ao pecado, e tornai-nos «homens novos», mulheres e homens santos, transformados e animados pelo vosso amor. (Bento XVI, Monte Palatino, 22/04/2011)

Depois de ler esta oração de Bento XVI, realizada no contexto da Páscoa daquele ano, um pensamento martelou em minha consciência: Nos encontramos em um período da história em que, no próprio seio da Igreja se gasta muito pouco tempo conclamando a humanidade a buscar a santidade, a modelar sua vida à vida do próprio Cristo, e mais acessivelmente ao exemplo dos santos de todos os tempos, reconhecidos pela própria Igreja Católica. Isto é uma constatação que todos podem comprovar vasculhando as mensagens, homilias, discursos, notas e documentos que de algum tempo para cá, padres e bispos emitem e publicam nas redes sociais e noutros meios de comunicação.


São João Maria Vianney

Não quero somente fazer uma crítica, o que de fato já tenho feito a muito tempo neste mesmo site onde escrevo, mas queria muito deixar registrado que parece existir um comportamento público coletivo dentro da Igreja - ao menos desta “Igreja” hierárquica - de acomodação da linguagem utilizada ao passo da linguagem que vagueia mundo afora nas mais variadas posições políticas. A aparente atitude não deve ser menosprezada em seu impacto, visto que acaba por esconder, nublar a quase totalidade do conteúdo católico que revela a própria vontade de Deus.


Na oração de Bento XVI citada no começo, a súplica não é rara nos livros litúrgicos, mas é urgente que se torne frequente, como um dia já fora, na linguagem pública dos homens consagrados e ordenados a serem alter Christus. Pois, sem esgueirar pelo exagero, a Igreja não pode não cumprir o pedido do próprio fundador, Jesus Cristo: Portanto, deveis ser perfeitos, como o vosso Pai celeste é perfeito (Mt 5,48). Sob o perigo de não ser mais de Cristo, mas de qualquer novidade humana que possamos inventar, a Igreja Católica precisa voltar a falar muito mais de santidade de vida, de luta contra o egoísmo próprio e todos os pecados, para que o ser humano entenda por força de convicção ou mesmo de repetição, que precisa mudar de vida antes de adequar-se às invencionices modernas que revelam sofisticação exterior, mas trazem um vazio interior que será preenchido ou por Deus ou por qualquer mal.


Falar de santidade de vida. Falar de luta contra os próprios vícios interiores. Falar da busca insistente pelas virtudes. Eis um caminho urgente e necessário a se trilhar em nosso tempo.


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