Trindade: mistério e claridade

Atualizado: 12 de jun.

Pois onde esta a luz, aí também esta o esplendor da luz; e onde está o esplendor, aí também esta a sua graça eficiente e esplendorosa. (Santo Atanásio, Ep. ad Serapionem, 28-30)


Sempre gostei muito deste assunto, a Santíssima Trindade. Ele sempre me cativou não somente por eu ser um católico esforçado no que pede minha fé, mas por se tratar de um mistério e mais ainda, porque nele tratamos do próprio Deus, tratamos com Deus.


De fato, é um mistério que nem o mais inteligente homem – inteligente porque imbuido de inteligência humana e sentido espiritual – conseguiu apreender. Falo evidentemente de Santo Agostinho, hoje em dia muito citado por teólogos e sacerdotes –, às vezes erroneamente citado! Conheci um grande homem certa vez que proferiu a mais adequada, ao meu ver, conceituação deste mistério: Boaventura Kloppenburg (falecido em 2008) dizia, “a Santíssima Trindade consiste numa dança giratória de amor entre Pai, Filho e Espírito Santo…”. Neste movimento “giratório” está claramente expressa a infinitude das Três Pessoas, giratória deixa claro isto, circulo onde não há começo nem fim. “Dança” porque a Santíssima Trindade é animum, é animação e consequentemente vida por isso não está inerte, mas sim em eterno movimento, poder-se-ia aqui dizer eterna criação. De “amor” porque esta é a essência divina, é o combustível pelo qual Deus fez e faz tudo.


Mas é claro que sendo mistério não é possível abarcar a compreensão a respeito da santíssima Trindade. No entanto, Ela é claridade para a razão, pois através deste Mistério nos aproximamos da inter relação divina e de modo análogo compreendemos nossa inter relação com o divino e a inter relação com os próprios seres humanos. Além disso, a aproximação de nossa intelectualidade com este Mistério nos torna cada mais apto a aderir ao que Deus mesmo quer no tocante a evolução da ser humano integral.


2 visualizações0 comentário

Posts recentes

Ver tudo

Parece que todo ano preciso destacar coisas óbvias para mim, mas nem tanto para outros na Igreja Católica. A fidelidade à Igreja e a obediência ao Papa não podem continuarem a ser instrumentalizadas p

Parece que muito cristão esqueceu de falar sobre Jesus Cristo, e passou a tratar sua Pessoa com algo suposto, suposto demais, podemos dizer. O que vejo é uma lamentável diluição do tema Jesus Cristo e

Ontem, o mundo católico iniciou a chamada Semana Santa, um dos momentos intensamente significativos e por isso mesmo, muito atacado através de várias táticas linguísticas e com certo uso de marketing