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Sinodalidade e a trajédia anunciada

Um evento de incrível infelicidade está acontecendo neste mês de outubro na cidade do Vaticano (Roma). Se trata do Sínodo Extraordinário sobre a sinodalidade, que pretende tratar do futuro da Igreja, intenção esta que em si já é uma falsidade e prepotência, visto que o futuro da Igreja já está tratado pelo próprio fundador desde o início, e outorgar-se o direito de “tratar do futuro da Igreja” só revela a prepotência, ignorância e total desvinculação da revelação divina, confirmando cada vez mais a impressão de que neste sínodo a intenção é cruamente rebaixar a Igreja de Cristo à estatura da “igreja” dos homens.



Não é a primeira vez que escrevo sobre as tentativas revolucionárias dentro da Igreja Católica que aconteceram após a eleição de Francisco ao papado. Já antes mesmo do famigerado Sínodo da Amazônia percebia-se o crescente domínio de posições na estrutura da Igreja visível por mentes formadas por ideologismos mundanos e heréticos, totalmente contrários ao Magistério da Igreja. Com o passar dos anos, depois de Laudate Si (2015); Motu Proprio Traditionis Custodes (2021) e agora Laudate Deum (2023), não parece tarefa tão difícil analisar um conjunto de ações em prol da luteranização e paganização da estrutura visível da Igreja Católica. Cito estes três como exemplo, mas poderia-se colocar todas as manifestações públicas do papa Francisco, destacando o intenso esforço na campanha de “fraternidade humana e proteção ambiental”, ligada a declaração assinada em conjunto com líderes mulçumanos.


Acredito que já comentei bastante sobre estes intentos do papado de Francisco nos vídeos do programa Crítica Católica no meu canal no YouTube (programa que se encontra pausado sem data de retorno), mas também em vários artigos em meu site. Lembro-me que em um destes episódios do programa, comentando o Sínodo da Amazônia, falava sobre a destruição do conceito de missão da Igreja, de evangelização e de conversão dos povos, e especialmente sobre a destruição da teologia sobre os sacramentos, o que de fato parece se confirmar neste Sínodo de outubro. Juntando-se com os atos cismáticos do clero da Alemanha - que já vivem numa igreja cismática, apesar de não haver formalização da Santa Sé -, este sínodo que agora acontece em Roma, reúne todas as mais revolucionárias “interpretações” do Evangelho e do Magistério, num contorcionismo fantástico a fim de levar a cabo a destruição da igreja hierárquica, destruindo o que é sólido para tornar tudo maleável ao relativismo humano e ao transitório. Fica claro que se houver esta concretização revolucionária, o resultado só pode ser o caos e a destruição da Igreja visível, e aqui pode ser ler, estrutura Santa Sé, Vaticano e hierarquia papa-bispos-padres-leigos, não havendo mais autoridade, nem mesmo o Evangelho ou Catecismo, pois o primeiro se interpretará relativamente conforme o tempo e o local, e o segundo é apenas simbólico em vista de uma inculturação relativa e maleável em cada local e povo. É a inutilização do Magistério, a invalidade da Tradição e a morte da hierarquia.


Mas teremos a Sagrada Escritura? Neste cenário apocalíptico, a Palavra de Deus será o último baluarte, que não tardará a ser o próximo foco dos revolucionários.


Enfim, acredito que a crise que a Igreja Católica vive desde as décadas de 50-60 precisaria chegar a patamares alarmantes como estes que tristemente vivemos, mas também acredito que, assim como o que vemos nas sociedades pelo mundo, chegará o momento de retorno ao que fora jogado fora, na Igreja a fé será mantida pelas tradições conservadoras familiares a espera do momento em que Deus suscitará um retorno ao que o catolicismo já edificou neste mundo e que nunca será superado.


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