O sacerdócio se desfaz sem o celibato sacerdotal [1]

Nasce da perfeição de Cristo


Nos últimos tempos o celibato sacerdotal vêm sofrendo ataques de muitos lados diferentes, e mais tragicamente daqueles que deveriam defendê-lo, ou seja, de dentro da Igreja Católica. De fato, já ouvimos padres, religiosos, bispos e cardeias considerando a possibilidade flexibilização do celibato sacerdotal. Imediatamente surge-me esta pergunta: Eles não conseguem ou não querem viver o celibato?


Mas deixo esta pergunta de lado para escrever sobre a natureza mais profunda do celibato sacerdotal, que todos os Papas da Igreja sempre entenderam como Dom de Deus.


Esta disciplina eclesiástica para os ministros ordenados não remonta somente a decretos e bulas papais, estas na verdade surgem na história do cristianismo apenas como consequência inevitável da intrínseca união do sacramento da ordem com a santidade de Cristo. Para o cristão é uma verdade cristalina que a santidade de Cristo é a raiz da Igreja, e deve por isso ser sempre a origem de tudo o que se possa fazer dentro desta organização que chamamos de Igreja Católica, afinal, se Ele não fosse a origem, uma incoerência gigantesca ficaria patente diante dos cristãos.


A santidade, ou perfeição de Cristo é o que move as atividades da Igreja e de seus membros para um objetivo honesto e verdadeiro, quando nos desviamos desta santidade ou perfeição caímos no erro ou no pecado. O celibato sacerdotal é na sua origem indispensável para a coerência perfeita entre Cristo e sacerdote, santidade e "ponte" de santificação dos seguidores de Cristo. Não dá para separar, pois, apesar do celibato ser apenas uma característica da santidade de Cristo, sem ele o sacerdote não corresponderá eficazmente ao mandato originário de Deus que instituiu homens celibatários para levar os fiéis a verdade e à salvação.


Por isso entendo o celibato sacerdotal como fruto da perfeição de Nosso Senhor, mesmo sabendo de tradições antigas nas igrejas do oriente em que admitem-se padres casados, pois mesmo sabendo deles entendo que o celibato não esta bem compreendido nestas tradições.




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