Jesus não é um "pressuposto"

Parece que muito cristão esqueceu de falar sobre Jesus Cristo, e passou a tratar sua Pessoa com algo suposto, suposto demais, podemos dizer. O que vejo é uma lamentável diluição do tema Jesus Cristo enquanto ser existente em nossa história, isto é, na história humana. Uma diluição que quase o apaga das afirmações e fundamentos daquilo que se trava em determinadas discussões na sociedade.


Jesus Cristo é o centro de tudo o que pode afirmar o cristão enquanto tal, o que quer dizer que, se você não afirma tal assunto porque Jesus Cristo o ensinou assim, não está necessariamente agindo como cristão. Cristo orienta totalmente e integralmente a conduta do indivíduo, por isso não há nada que possamos dizer “neste assunto não tenho como opinar como seguidor de Jesus Cristo”. Se o cristianismo não for entendido como integral e incondicional orientação para vida inteira do indivíduo, sua essência perde a autoridade, perde sua importância enquanto verdade essencial a ser ensinada a toda a humanidade sem exceção.


Algumas vezes já escrevi sobre a necessidade de manutenção da convivência com Jesus Cristo. O que em alguns artigos chamei de “lei da convivência” nada mais é do que o entendimento desta realidade vital para o ser humano, viver integralmente com o Filho de Deus para viver conforme Ele, segundo Ele e para Ele, visto ser Ele a essência de nossa vida inteira. Longe de qualquer pietismo, esse dado da realidade nos leva a entender que nossa possível postura de subjetivação da Pessoa Jesus Cristo, só nos leva a distanciar-se do que Ele mesmo quis revelar para a humanidade e distanciar-se da relação íntima que deseja manter com cada ser humano. A Sagrada Escritura nos mostra isso, observando a estrutura e forma dos discursos de Jesus, sempre aproximando-se familiarmente com cada interlocutor, mesmo quando falava às multidões ao ser redor.


Viver como se Jesus Cristo fosse “pressuposto” é a manifestação mais ridícula de que nunca o conheceu e o buscou. Ele sempre é inédito e singular.


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