Agir contra a escravização midiática

A população em geral continua a acreditar razoavelmente que a mídia (jornal impresso, televisão e rádio) transmite apenas a verdade dos fatos, sem manipulações conscientes do fato ocorrido, o que consequentemente gera uma distorção da realidade em vista de um fim desejado.


Esta população ainda se encontra refém dos antigos vícios em que os brasileiros foram educados, especialmente o de sempre receber o dado da realidade de maneira pronta, mastigada e interpretada. É desta maneira que encontramos uma multidão de repetidores fiéis daquilo que qualquer âncora de telejornal diz e muitas vezes até com os mesmos cacoetes de linguagem. Uma população que sem mensurar e de maneira até inconsciente, entrega aos fazedores de “notícias”, a tarefa intransferível de exercício do próprio cérebro, terceirizando assim, a faculdade racional, terceirizando a faculdade de discernimento a partir do exercício individual da razão, que nos faz chegar a juízos particulares.


Já existem muitas pessoas que explicitam este fenômeno trágico em nossa nação, e este esforço traz certo resultado quando verificamos o crescente interesse das pessoas de diferentes idades pelas mídias alternativas e pela leitura informacional e analítica, como livros que analisam fatos históricos antes ensinados como incontestáveis, ou mesmo estudos sobre todo o tipo de posicionamento político que possa-se adotar em uma sociedade. Eu mesmo enxergo este movimento de interesse nestes campos, mesmo que ainda seja pequeno e insuficiente para mudar a realidade geral de nossa sociedade escravizada em muitas décadas pelos vícios inerentes a uma má formação humana e intelectual.


O que não posso deixar de ressaltar é a necessidade de atitude frente a esta “fraqueza” quando a enxergamos, ou seja, digo que ao entendermos que realmente precisamos deixar de repetir certos meios de comunicação, certos comunicadores, devemos fazê-lo já, agora, sem hesitação ou postergação. Sem começar pelo corte de algo imediatamente, não pode haver sanação e melhora do quadro geral e busca pelo desenvolvimento intelectual e humano. Chegamos ao ponto que fica evidente que as mídias “tradicionais” desfiguram, corrompem e até matam o ser humano.


Precisa-se agir contra isso.


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