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A agonia de um filósofo

 Agonizar nada mais é que sentir em si mesmo, no seu corpo e na sua mente, as dores de algo inevitável que na maioria das vezes não fora desejado. Costumamos lembrar dos agonizantes nos hospitais que diante da doença que lacera seus órgãos sente as "dores da agonia", um prefácio do suspiro final. Não é diferente pensar da mais famosa das agonias já conhecida pelos homens, a agonia de Jesus Cristo no Horto das Oliveiras, também uma antessala do consumatum est numa cruz entre dois ladrões. Uma agonia não necessariamente encerra-se com a morte, com o suspiro final desta existência terrena. Sofremos de agonias que podem dilacerar nossa mente e nosso espírito diante de muitas outras situações que se apresentam em nossas vidas. E aqui gostaria de trazer à mente uma agonia tão antiga, tanto quanto a do próprio Jesus Cristo, que alguns seres humanos sofrem silenciosamente, mas experimentam uma dor horrível, não no corpo físico, nos órgãos, mas na mente, na consciência. A agonia de um

Os Apóstolos e os Primeiros Discípulos de Cristo, de Bento XVI

O livro é uma coletânea das catequeses de Bento XVI sobre os doze apóstolos (Editora Paulus, 2011, 179 pgs) e mais algumas figuras registradas nos evangelhos que trabalharam arduamente nos primeiros anos da comunidade cristã em prol da propagação da fé em Cristo Ressuscitado.

Difícil não observar que o Papa Emérito dedicou mais tempo a Pedro e Paulo, o que pode nos parecer natural visto a missão que o mesmo Bento XVI exercia ao pronunciar estas catequeses. De fato, Pedro e Paulo são colocados pelo Papa como as figuras sólidas no início da igreja, tendo como colaboradores os outros apóstolos mesmo em suas independentes particularidades, o que não impediu a universalidade da mesma mensagem evangélica. 

Ponto importante nestas catequeses são os destaques aos personagens menos famosos. Como por exemplo a Áquila e Priscila, casal que dedicou muito de suas vidas as primeiras reuniões das comunidades, muitas feitas em sua própria casa. Este casal poderia muito bem receber mais destaque em nossos dias, especialmente quando não fechamos os olhos para uma nuvem negra de repressão ao exercício da fé, especialmente a católica, no mundo inteiro. A exemplo de Áquila e Prisca, muitas outras famílias acabam doando-se ao evangelho justamente neste neste “suporte” necessário para que as reuniões dos cristãos batizados aconteçam, e não são poucas vezes, nem poucas comunidades no mundo que se valem de casas com suas portas abertas por seus moradores como local de celebração da Sagrada Eucaristia.

Não quero parecer desagregador ao mencionar apenas Pedro, Paulo, Áquila e Priscila, por isso já mencionei antes que todas estas figuras do início da era cristã foram fundamentais para a difusão da fé pelo mundo conhecido, sendo a mesma fé apresentada por pessoas com particularidades diferentes. Assim foi o início da Igreja de Cristo fundada nestes apóstolos e cristãos devotados a difusão da Boa Nova.

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