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A agonia de um filósofo

 Agonizar nada mais é que sentir em si mesmo, no seu corpo e na sua mente, as dores de algo inevitável que na maioria das vezes não fora desejado. Costumamos lembrar dos agonizantes nos hospitais que diante da doença que lacera seus órgãos sente as "dores da agonia", um prefácio do suspiro final. Não é diferente pensar da mais famosa das agonias já conhecida pelos homens, a agonia de Jesus Cristo no Horto das Oliveiras, também uma antessala do consumatum est numa cruz entre dois ladrões. Uma agonia não necessariamente encerra-se com a morte, com o suspiro final desta existência terrena. Sofremos de agonias que podem dilacerar nossa mente e nosso espírito diante de muitas outras situações que se apresentam em nossas vidas. E aqui gostaria de trazer à mente uma agonia tão antiga, tanto quanto a do próprio Jesus Cristo, que alguns seres humanos sofrem silenciosamente, mas experimentam uma dor horrível, não no corpo físico, nos órgãos, mas na mente, na consciência. A agonia de um

Morte: O que vês?

Esta leitura do Livro de Jó termina com uma declaração de fé de Jó: “eu mesmo o verei, meus olhos o contemplarão, e não os olhos de outros” (Jó 19,27a). Precisamos ter presente que esta visão de Deus após o término de nossa vida é particular, ou seja, cada indivíduo poderá estar diante do Todo-poderoso, o que pode gerar temor à alguns deve ser antes motivo de grande alegria àquele que persevera numa vida santa. (Blog VALDERI. Comemoração de todos os fiéis defuntos. 02/11/2012)

A morte. Infelizmente, graças as nossas contingências naturais de uma natureza corrompida, que não consegue vislumbrar o fim como o deveria desde a idade "da razão", nos tornamos, assim, obtusos quanto a realidade mesmo, aquela que revela-se a nós na Palavra de Deus e que durante nossa vida percebemos seus sinais visíveis de existência e maior valor à esta que agora vivemos. 

Nossa vida terrena, tão efêmera não pode ser considerada o ápice de nossa existência, e para aqueles que discordam disso apenas lanço um desafio imaginativo: Imagine com toda a força de sua mente o momento mais feliz de sua vida até aqui e neste momento, neste instante de felicidade um apagão acontece... um desligar da vida, repentino e fulminante. Você esta morto! O que vês agora?

Jó, responde isso na citação acima. Você que ainda teima em não viver como se esperasse a eternidade não temerá a presença real e inimaginável do Criador diante dos teus olhos? Penso que somente este exercício já é um pequeno início para deixarmos de lado nossas mesquinharias, nossas forças extravagantes em comportar-se como se precisássemos da aprovação dos outros, como se devêssemos imitar a moda e os costumes dos outros. Este mundo e os costumes das pessoas são um NADA diante do derradeiro encontro, diante do momento único em nossa existência, que é eterna.

Talvez você ainda insista em pensar que Deus, Céu, inferno, são coisas que não se pode provar cientificamente e por isso não devem ocupar sua mente. "Tolo! Esta mesma noite arrebatarei a tua alma. E todos os bens que tens entesourado para quem ficarão?" (Lc 12,20), assim nos responde a Sagrada Escritura. Você mesmo, que persiste nesta negação não conseguirás negar a total falta de previsibilidade do momento da morte: "O homem é semelhante a um sopro; seus dias, como a sombra que passa" (Sl 144,4).

Na névoa de nossa existência, deixe-se guiar pelo único farol que nos leva a um porto seguro. Não se deixe enganar, para que as surpresas de nossa existência não perturbem nossa alma. 

Viva tendo em vista a eternidade.

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