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A agonia de um filósofo

 Agonizar nada mais é que sentir em si mesmo, no seu corpo e na sua mente, as dores de algo inevitável que na maioria das vezes não fora desejado. Costumamos lembrar dos agonizantes nos hospitais que diante da doença que lacera seus órgãos sente as "dores da agonia", um prefácio do suspiro final. Não é diferente pensar da mais famosa das agonias já conhecida pelos homens, a agonia de Jesus Cristo no Horto das Oliveiras, também uma antessala do consumatum est numa cruz entre dois ladrões. Uma agonia não necessariamente encerra-se com a morte, com o suspiro final desta existência terrena. Sofremos de agonias que podem dilacerar nossa mente e nosso espírito diante de muitas outras situações que se apresentam em nossas vidas. E aqui gostaria de trazer à mente uma agonia tão antiga, tanto quanto a do próprio Jesus Cristo, que alguns seres humanos sofrem silenciosamente, mas experimentam uma dor horrível, não no corpo físico, nos órgãos, mas na mente, na consciência. A agonia de um

China prende bispo, sete padres e treze seminaristas

Aleteia, 24/05/2021 

Desde que foi nomeado bispo por São João Paulo II em 1991, dom Zhang tem sido perseguido pelo regime comunista chinês

China prende bispo, sete padres e treze seminaristas católicos fiéis à comunhão com Roma na prefeitura apostólica de Xinxiang, que não é reconhecida pelo governo comunista chinês. Para a ditadura chinesa, as atividades do bispo dom Zhang Weizhu e dos outros católicos presos são “ilegais” e “criminosas”.

O ato abertamente persecutório do governo comunista contra a religião católica foi perpetrado nesta sexta-feira, 21 de maio, quando cerca de 100 policiais cercaram uma fábrica em cujas instalações funcionava um seminário diocesano. A fábrica foi fechada e seu dono também foi preso.

Após a detenção, os seminaristas foram mandados para casa, proibidos de continuar estudando teologia católica. Seus pertences, assim como os dos sacerdotes também presos, foram confiscados. A prisão do bispo dom Zhang foi efetuada no sábado, 22, conforme informações da agência Asia News. O prelado de 63 anos já tinha sofrido a prisão em outras ocasiões. Desde que foi nomeado bispo por São João Paulo II, em 1991, ele tem sido perseguido pelo regime chinês.

China prende bispo, sete padres e treze seminaristas

Por sua parte, as autoridades comunistas alegaram cumprir as novas determinações do governo sobre as atividades religiosas no país. Ainda segundo a Asia News, a perseguição aos católicos romanos tem se intensificado apesar do acordo provisório entre a China e a Santa Sé no tocante à nomeação de bispos, prerrogativa sobre a qual o Partido Comunista Chinês pretende ter absoluto controle. Com base no acordo, assinado em 2018, a Santa Sé admitiu à comunhão eclesial os bispos nomeados pelo governo comunista, ao passo que este deveria ter parado de perseguir os católicos da China. O acordo foi renovado em 2020 para um novo período de dois anos.

Entretanto, ainda segundo a Asia News, a truculência do ateísmo comunista piorou desde então, com fechamentos em série de igrejas e capelas, destruição de monumentos cristãos, expulsão de párocos e freiras, multas exorbitantes a fiéis católicos e prisões arbitrárias de seminaristas, padres e bispos.

Quanto à prefeitura apostólica de Xinxiang, trata-se de uma circunscrição eclesiástica fundada na província de Henan em 1936, ou seja, treze anos antes da chegada dos comunistas ao poder na China em 1949. O governo comunista nunca a reconheceu. Seus cerca de 100 mil fiéis se mantêm leais à autoridade da Santa Sé e, portanto, resistem bravamente às pressões do regime para se filiarem à assim chamada Associação Católica Patriótica Chinesa. Apesar do nome, essa entidade nada tem de católica: foi criada pelo próprio regime comunista e é inteiramente controlada pelo Partido, visando barrar a influência do Vaticano sobre os fiéis chineses.

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