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≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡ LEITURA RECOMENDADA ≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡

BEM VINDO

Nárnia, o mundo mais real do que o nosso

Pode existir um mundo além do conhecido? Pode existir um mundo onde o que fora somente fantasioso em nossa mente existe como parte da realidade visível e palpável?

Falar de Lewis, o famosos escritor inglês, amigo de Tolkien, necessita que se fale do mundo fantástico que criou em sua obra "As Crônicas de Nárnia", série de livros que acabei de ler e agora posso afirmar como muitos no mundo inteiro: sem dúvidas a melhor obra fantástica, no verdadeiro sentido do gênero. E isto pode se ver claramente contando com o conjunto desta obra que, através das aventuras de algumas crianças ao longo de muitos anos, fazem descrevem o nascimento, a vivência e também o aparente fim de um mundo arquétipo do ideal.

Alguém afirmou que Lewis sustentou-se no filósofo grego Platão, para a estrutura básica desta grande aventura. Mas mesmo que se observe características sensíveis com Platão, sua obra reflete muito mais o verdadeiro MUNDO que o autor desejou evidenciar. De fato, Lewis como um cristão convertido, usou a fantasia para imprimir uma verdade cristã neste mundo, este que esta cada vez mais fixado nas realidades visíveis daqui do que atento ao mundo "além dos olhos". Sua obra fantástica serve-nos não como manual de teologia, mas como um quadro, exposição visível de uma realidade difícil de explicar, apesar de concretamente existente e em tudo objetiva como a própria verdade é.

Em suas mas de 700 páginas (LEWIS, C.S. As Crônicas de Nárnia. Ed. Martins Fontes, São Paulo, 2020), encontramos o que fora dividido em sete livros:

O Sobrinho do Mago, tendo como protagonistas principais o doutor André, seu sobrinho Digory e a vizinha deles, a Polly.

O Leão, a Feiticeira e o Guarda-roupa, onde conhecemos Pedro, Suzana, Edmundo e Lúcia.

O cavalo e o Menino, e aqui encontramos o menino Shasta, o cavalo falante Bri e a moça Aravis.

Príncipe Caspian, onde voltamos a ver Pedro, Suzana, Edmundo, Lúcia e o príncipe Caspian.

A Viagem do Peregrino da Alvorada, e aqui revemos Edmundo, Lúcia e Caspian e conhecemos o jovem Eustáquio.

A Cadeira de Prata, onde conhecem Jill e o príncipe Rilian, além de reencontrarmos o jovem Eustáquio.

A Última Batalha, e nesta última aventura nos encontramos com Eustáquio, Jill e conhecemos o rei Tirilian, além de um grande reencontro quase ao final desta estória. 

Os títulos citados acima estão na ordem cronológica do mundo criado por Lewis, apesar de não saber se é a ordem de criação e publicação. Mas a leitura nesta ordem com certeza é a melhor para a compreensão desta grande obra e do conjunto da estória contada pelo autor.

O que salta ao olhos do conjunto desta obra é a presença constante, firme e confiante de Aslam, o grande leão. De fato, ele é presença decisiva em cada um dos sete livros que compõe a obra. Lembrando o que falei no início sobre a conversão de Lewis ao cristianismo, não se pode esquecer que para um convertido a presença de Jesus Cristo parece quase inevitável e constante em todos os lugares e momentos da vida, transformando cada situação enfrentada no quotidiano em momento de confronto com a recente convicção que vai sustentar todas decisões para a vida.

O reflexo de Jesus Cristo no Aslam é compreensível mas mesmo assim não se deve confundir por as intenções, pois não se pode chamar dizer que Lewis tentou fazer um manual de teologia ou algum tratado teológico, mas usar de um gênero que ele mesmo conhecia e apreciava como genuíno para a compreensão de verdades a serem transmitidas, para explanar toda a verdade aceita por ele e professada sobre a vida eterna, sobre a transcendentalidade do espírito humano.

Existem vários pontos na obra que mereceriam destaque, como a ida somente de crianças à Nárnia; o sacrifício de Aslam na Mesa de Pedra; a recusa de Suzana por lembrar das idas a Nárnia; a origem dos anéis que o doutor André possuía no primeiro livro; etc. Mas este artigo não pode deter-se a dissertar sobre estes, pois o tempo de cada personagem precisa ser entendido enquanto se lê a obra, uma característica interessante que Lewis gravou nas aventuras, sendo que para dar o devido destaque a estes pontos se aumentaria muito o tamanho deste texto. Tenho certeza de que é analisando estes pontos e outros tantos que o leitor atento e curioso pode encontrar, que pode-se constatar uma verdade que para Lewis parecia indiscutível, a de que Nárnia é o reflexo de mundo real, mais real do que o nosso.

Por fim, espero que esta obra sirva de grande valia para tirar os homens e mulheres da mesquinhez materialista que não os permite buscar e muito menos alcançar as realidades sobrenaturais, que objetivamente podem serem alcançadas com a razão e com a vontade do ser humano. 

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