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Cooperatores veritatis

É verão e esta chovendo, aquelas típicas chuvas de verão, rápidas e de violência amena o suficiente para refrescar o ambiente. O calor excessivo não me anima a escrever, mas a chuva faz este trabalho de animação, e por isso estou aqui para escrever sobre um assunto ou ideia que estava engavetada com muitas outras. Quando falamos nos estudos acadêmicos em "buscar a verdade", "transmitir a verdade", "servir a verdade" ou mesmo em "obedecer a verdade" muitas vezes pressupõe-se a realidade VERDADE que pode-se simplesmente apresentá-la como Aristóteles, mas a verdade mesmo é uma PESSOA, e escrevo em caixa alta porque refiro-me a Deus mesmo, o Criador por excelência, fonte de toda a realidade existente. De fato, nada existe sem a consciência Divina que existe pensando em tudo e em todos, já que o seu esquecimento de alguma realidade significaria a inexistência desta realidade. Se você não chegou a esta certeza da dependência da realidade do pensamento

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Cristão? Somente conforme o Evangelho

Penso que, verdadeiramente, só poderia se chamar cristão de fato (e não apenas de direito sacramental) aquele que demonstrasse seu interesse em percorrer as páginas do Evangelho no intuito de formar sua vida com a vida de Cristo. (Christianus alter Christus: Uma reflexão, 21/11/2015)

Alguém discordaria desta afirmação? Acredito que não, apenas os desonestos, descrentes e canalhas discordariam da consequência vital em percorrer os Santos Evangelhos tornando-os moldes de sua própria vida, ou seja, moldando-se vitalmente aos fatos, falas e reflexões que saltam destas páginas sagradas. É fato que já se escreveu e refletiu muito sobre a coerência evangélica dos batizados e isto sempre trouxe a tona a questão da validade de "portar" um adjetivo de cristão mesmo não exemplificando em sua vida quotidiana as páginas dos Santos Evangelhos. 

Em nosso tempo, é mais que gritante a disparidade, ou discordância, entre a vida do batizado e o que sempre esteve registrado nos Evangelhos. Especialmente na vida de pessoas públicas que também publicamente revelam que são batizados católicos. Neste grupo de pessoas a horripilante diferença entre Jesus e a vida do batizado que diz segui-Lo é abismal, servindo como "pedra de tropeço", como grande escândalo aos demais cristãos que presenciam as falas e atitudes destas pessoas públicas batizadas que não condizem com o Jesus dos Santos Evangelhos. 

Sabemos que estas pessoas públicas tendem a utilizarem o sacramento recebido como ferramenta de atração, na tentativa de angariar votos ou apoio para suas empresas. Uma lamentável barreira para o verdadeiro testemunho cristão, pois a comunidade dos cristãos tendem - por força de nossa corruptibilidade - a seguirem "cristãos" de microfone achando que com isso estão sendo coerentes com sua fé, afinal, "estarei apoiando um cristão"! 

Mas não é bem assim.

Por causa desta mazela de seguirmos homens e não O Homem, começamos a nivelar o cristianismo por baixo, tendo como ponto de referência padrões rasos, sem a profundidade e compromisso com a realidade evangélica. De fato, nivelamos até mesmo Jesus Cristo, rebaixando ao nosso nível medíocre e sem compromisso com a verdade revelada por Deus na encarnação da segunda Pessoa da Santíssima Trindade. Não existe coisa pior que um cristão batizado poderia fazer em relação a porta da eternidade que recebeu em suas mãos e que chamamos de Evangelho. 

Será que podemos sair desta furada? Penso que sim, mas sem aquele esforço pessoal concreto, que deve ser tomado de forma radical, não vejo possibilidade. Precisamos alinhar nossa vida com o que lemos nos Santos Evangelhos, e honestamente não deturpá-los, ou seja, sem reflexões rasas que sempre nos levam a conclusões erradas a cerca do que Jesus disse, fez e quis revelar. Certamente nas primeiras lidas não encontraremos substância mais "pesada" para este alinhamento, por isso que o esforço deve ser contínuo, sem relaxamento. Um batizado não pode ser bunda mole quando esta em jogo sua eternidade. 

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