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A agonia de um filósofo

 Agonizar nada mais é que sentir em si mesmo, no seu corpo e na sua mente, as dores de algo inevitável que na maioria das vezes não fora desejado. Costumamos lembrar dos agonizantes nos hospitais que diante da doença que lacera seus órgãos sente as "dores da agonia", um prefácio do suspiro final. Não é diferente pensar da mais famosa das agonias já conhecida pelos homens, a agonia de Jesus Cristo no Horto das Oliveiras, também uma antessala do consumatum est numa cruz entre dois ladrões. Uma agonia não necessariamente encerra-se com a morte, com o suspiro final desta existência terrena. Sofremos de agonias que podem dilacerar nossa mente e nosso espírito diante de muitas outras situações que se apresentam em nossas vidas. E aqui gostaria de trazer à mente uma agonia tão antiga, tanto quanto a do próprio Jesus Cristo, que alguns seres humanos sofrem silenciosamente, mas experimentam uma dor horrível, não no corpo físico, nos órgãos, mas na mente, na consciência. A agonia de um

Cristão? Somente conforme o Evangelho

Penso que, verdadeiramente, só poderia se chamar cristão de fato (e não apenas de direito sacramental) aquele que demonstrasse seu interesse em percorrer as páginas do Evangelho no intuito de formar sua vida com a vida de Cristo. (Christianus alter Christus: Uma reflexão, 21/11/2015)

Alguém discordaria desta afirmação? Acredito que não, apenas os desonestos, descrentes e canalhas discordariam da consequência vital em percorrer os Santos Evangelhos tornando-os moldes de sua própria vida, ou seja, moldando-se vitalmente aos fatos, falas e reflexões que saltam destas páginas sagradas. É fato que já se escreveu e refletiu muito sobre a coerência evangélica dos batizados e isto sempre trouxe a tona a questão da validade de "portar" um adjetivo de cristão mesmo não exemplificando em sua vida quotidiana as páginas dos Santos Evangelhos. 

Em nosso tempo, é mais que gritante a disparidade, ou discordância, entre a vida do batizado e o que sempre esteve registrado nos Evangelhos. Especialmente na vida de pessoas públicas que também publicamente revelam que são batizados católicos. Neste grupo de pessoas a horripilante diferença entre Jesus e a vida do batizado que diz segui-Lo é abismal, servindo como "pedra de tropeço", como grande escândalo aos demais cristãos que presenciam as falas e atitudes destas pessoas públicas batizadas que não condizem com o Jesus dos Santos Evangelhos. 

Sabemos que estas pessoas públicas tendem a utilizarem o sacramento recebido como ferramenta de atração, na tentativa de angariar votos ou apoio para suas empresas. Uma lamentável barreira para o verdadeiro testemunho cristão, pois a comunidade dos cristãos tendem - por força de nossa corruptibilidade - a seguirem "cristãos" de microfone achando que com isso estão sendo coerentes com sua fé, afinal, "estarei apoiando um cristão"! 

Mas não é bem assim.

Por causa desta mazela de seguirmos homens e não O Homem, começamos a nivelar o cristianismo por baixo, tendo como ponto de referência padrões rasos, sem a profundidade e compromisso com a realidade evangélica. De fato, nivelamos até mesmo Jesus Cristo, rebaixando ao nosso nível medíocre e sem compromisso com a verdade revelada por Deus na encarnação da segunda Pessoa da Santíssima Trindade. Não existe coisa pior que um cristão batizado poderia fazer em relação a porta da eternidade que recebeu em suas mãos e que chamamos de Evangelho. 

Será que podemos sair desta furada? Penso que sim, mas sem aquele esforço pessoal concreto, que deve ser tomado de forma radical, não vejo possibilidade. Precisamos alinhar nossa vida com o que lemos nos Santos Evangelhos, e honestamente não deturpá-los, ou seja, sem reflexões rasas que sempre nos levam a conclusões erradas a cerca do que Jesus disse, fez e quis revelar. Certamente nas primeiras lidas não encontraremos substância mais "pesada" para este alinhamento, por isso que o esforço deve ser contínuo, sem relaxamento. Um batizado não pode ser bunda mole quando esta em jogo sua eternidade. 

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