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A agonia de um filósofo

 Agonizar nada mais é que sentir em si mesmo, no seu corpo e na sua mente, as dores de algo inevitável que na maioria das vezes não fora desejado. Costumamos lembrar dos agonizantes nos hospitais que diante da doença que lacera seus órgãos sente as "dores da agonia", um prefácio do suspiro final. Não é diferente pensar da mais famosa das agonias já conhecida pelos homens, a agonia de Jesus Cristo no Horto das Oliveiras, também uma antessala do consumatum est numa cruz entre dois ladrões. Uma agonia não necessariamente encerra-se com a morte, com o suspiro final desta existência terrena. Sofremos de agonias que podem dilacerar nossa mente e nosso espírito diante de muitas outras situações que se apresentam em nossas vidas. E aqui gostaria de trazer à mente uma agonia tão antiga, tanto quanto a do próprio Jesus Cristo, que alguns seres humanos sofrem silenciosamente, mas experimentam uma dor horrível, não no corpo físico, nos órgãos, mas na mente, na consciência. A agonia de um

Onde está o absurdo?

Parece que o mundo todo, nos últimos anos, simplesmente enlouqueceu. Em parte está correta esta observação, mas no entanto, com calma e sem as irritantes tempestividades das paixões, podemos observar também que o absurdo que tomou conta da humanidade era algo para além de previsto.

Hoje encontramos analistas aos montes tentando descrever quadros cada vez mais complexos da realidade em que nos encontramos, com dados, gráficos e análises de comportamento social. Evidentemente que dou a mínima para esta gente que desconsideram um fator que para mim é essencial no entendimento do caos pelo qual passamos: incapacidade intelectiva. 

A incapacidade de raciocínio nasce, ou melhor, "morre", na fase fundamental de educação, naqueles anos em que o jovem precisa ser atiçado em direção do esforço racional a qualquer custo. De fato, defendo como educador também, que todo o esforço é necessário nos anos de formação fundamental para o desenvolvimento lógico do conhecimento da verdade/realidade e conhecimento dos fundamentos da civilização que nos rodeia.

As pessoas precisam parar de romances - alias, novelas e romances somente estragam a capacidade racional - e aceitarem que se trata de sobrevivência do estilo de vida a qual julgamos ser o razoável e justo para a vida do ser humano. Hoje em dia fica-nos mais claro onde encontramos o absurdo, na incapacidade intelectiva e na aceitação da mesma como "norma de conduta", e pior ainda, muitos ainda julgam justa esta norma de conduta para viver alguns anos felizes neste mundo, sem os estresses com temas chatos de política, filosofia e normais sociais. 

Por falta desta capacidade intelectiva é que pensam assim, desprezando com verdadeiro horror qualquer pessoa ou fala sobre tais temas que julgam desnecessários para uma vida feliz. E é interessante que buscam a felicidade justamente falseando a realidade que os cerca. Isto não faz parte do absurdo?

Além do que falei acima, existe a doutrinação do "absurdo" como normal, como algo que não nos deve chocar ou incomodar. Esta tentativa de normalizar o absurdo já é antiga, mas em tempos como o nosso parece tomar grande força, favorecido por esta falta de intelectividade das pessoas que tratei neste artigo.

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