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Cooperatores veritatis

É verão e esta chovendo, aquelas típicas chuvas de verão, rápidas e de violência amena o suficiente para refrescar o ambiente. O calor excessivo não me anima a escrever, mas a chuva faz este trabalho de animação, e por isso estou aqui para escrever sobre um assunto ou ideia que estava engavetada com muitas outras. Quando falamos nos estudos acadêmicos em "buscar a verdade", "transmitir a verdade", "servir a verdade" ou mesmo em "obedecer a verdade" muitas vezes pressupõe-se a realidade VERDADE que pode-se simplesmente apresentá-la como Aristóteles, mas a verdade mesmo é uma PESSOA, e escrevo em caixa alta porque refiro-me a Deus mesmo, o Criador por excelência, fonte de toda a realidade existente. De fato, nada existe sem a consciência Divina que existe pensando em tudo e em todos, já que o seu esquecimento de alguma realidade significaria a inexistência desta realidade. Se você não chegou a esta certeza da dependência da realidade do pensamento

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Onde está o absurdo?

Parece que o mundo todo, nos últimos anos, simplesmente enlouqueceu. Em parte está correta esta observação, mas no entanto, com calma e sem as irritantes tempestividades das paixões, podemos observar também que o absurdo que tomou conta da humanidade era algo para além de previsto.

Hoje encontramos analistas aos montes tentando descrever quadros cada vez mais complexos da realidade em que nos encontramos, com dados, gráficos e análises de comportamento social. Evidentemente que dou a mínima para esta gente que desconsideram um fator que para mim é essencial no entendimento do caos pelo qual passamos: incapacidade intelectiva. 

A incapacidade de raciocínio nasce, ou melhor, "morre", na fase fundamental de educação, naqueles anos em que o jovem precisa ser atiçado em direção do esforço racional a qualquer custo. De fato, defendo como educador também, que todo o esforço é necessário nos anos de formação fundamental para o desenvolvimento lógico do conhecimento da verdade/realidade e conhecimento dos fundamentos da civilização que nos rodeia.

As pessoas precisam parar de romances - alias, novelas e romances somente estragam a capacidade racional - e aceitarem que se trata de sobrevivência do estilo de vida a qual julgamos ser o razoável e justo para a vida do ser humano. Hoje em dia fica-nos mais claro onde encontramos o absurdo, na incapacidade intelectiva e na aceitação da mesma como "norma de conduta", e pior ainda, muitos ainda julgam justa esta norma de conduta para viver alguns anos felizes neste mundo, sem os estresses com temas chatos de política, filosofia e normais sociais. 

Por falta desta capacidade intelectiva é que pensam assim, desprezando com verdadeiro horror qualquer pessoa ou fala sobre tais temas que julgam desnecessários para uma vida feliz. E é interessante que buscam a felicidade justamente falseando a realidade que os cerca. Isto não faz parte do absurdo?

Além do que falei acima, existe a doutrinação do "absurdo" como normal, como algo que não nos deve chocar ou incomodar. Esta tentativa de normalizar o absurdo já é antiga, mas em tempos como o nosso parece tomar grande força, favorecido por esta falta de intelectividade das pessoas que tratei neste artigo.

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