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≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡ LEITURA RECOMENDADA ≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡

Cooperatores veritatis

É verão e esta chovendo, aquelas típicas chuvas de verão, rápidas e de violência amena o suficiente para refrescar o ambiente. O calor excessivo não me anima a escrever, mas a chuva faz este trabalho de animação, e por isso estou aqui para escrever sobre um assunto ou ideia que estava engavetada com muitas outras. Quando falamos nos estudos acadêmicos em "buscar a verdade", "transmitir a verdade", "servir a verdade" ou mesmo em "obedecer a verdade" muitas vezes pressupõe-se a realidade VERDADE que pode-se simplesmente apresentá-la como Aristóteles, mas a verdade mesmo é uma PESSOA, e escrevo em caixa alta porque refiro-me a Deus mesmo, o Criador por excelência, fonte de toda a realidade existente. De fato, nada existe sem a consciência Divina que existe pensando em tudo e em todos, já que o seu esquecimento de alguma realidade significaria a inexistência desta realidade. Se você não chegou a esta certeza da dependência da realidade do pensamento

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O "Mero Cristianismo" de Lewis

Fazendo parte das minhas "leituras atrasadas", debrucei-me recentemente sobre a obra de C. S. Lewis Mero Cristianismo (Editora Quadrante, 1997, 220 pgs.), e confesso que devido a ansiedade por ler este livro senti certa decepção pelo que encontrei, mas isto a primeira vista, pois logo após terminar a leitura e contemplando o plano geral da obra, reconheci a insensatez de meu primeiro julgamento.

Nesta obra, Lewis não somente reconhece e tenta transmitir aos demais a fé a qual se converteu, mas consegue algo mais, conforme minha análise, conseguiu esquematizar para si mesmo e para todos os leitores a necessidade de sermos cristãos, a necessidade de um cristianismo autêntico e profundo para o mundo inteiro.

As quatros partes na qual fora divido a obra podem considerar-se com escadas que pretendem levar o leitor através de raciocínios simples e com vários exemplos do quotidiano, a um gradual crescimento na compreensão cristã do homem, do mundo e de Deus, ou seja, uma obra que tenta "parafrasear" o próprio Catecismo da Igreja Católica em suas partes doutrinais, não que ele pretendesse conscientemente fazer isso, mas consigo agora perceber certa correlação quanto ao esforço de sintetizar o conjunto da fé professada. 

Partir de simples raciocínios lógicos e referências naturais sempre trazem algum perigo quando se trata de assuntos de fé, mas não que sejam proibidos na dissertação sobre este assunto, na verdade - como o mesmo autor confessa - fé e razão não andam separados mas auxiliam-se mutuamente.

O autor, em certa altura, alerta que suas reflexões podem tornar-se um tanto enfadonhas para aqueles que já professam o cristianismo e o conhecem muito bem, talvez melhor que ele mesmo. De fato, algumas partes do livro pareceu-me enfadonho em demasia, mas por questão de respeito ao escritor tentei lê-los com a mesma atenção de um completo leigo no assunto tratado. Por isso que, imagino, ser mais proveitoso fazer uma análise geral após a leitura do que detalhada em suas partes, isto para aqueles que como eu conhecem razoavelmente os assuntos pelo autor abordados. 

O Mero Cristianismo trazido por Lewis em sua obra não esta longe do ensinado oficialmente pela Igreja de Cristo, como por exemplo no Catecismo o qual citei anteriormente, apesar de ser ele um cristão forjado na igreja católica anglicana da Inglaterra. Recomendo esta leitura pela sensatez das reflexões que transmitem as convicções cristãs de maneira séria e com certo humor sincero. 

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