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Cooperatores veritatis

É verão e esta chovendo, aquelas típicas chuvas de verão, rápidas e de violência amena o suficiente para refrescar o ambiente. O calor excessivo não me anima a escrever, mas a chuva faz este trabalho de animação, e por isso estou aqui para escrever sobre um assunto ou ideia que estava engavetada com muitas outras. Quando falamos nos estudos acadêmicos em "buscar a verdade", "transmitir a verdade", "servir a verdade" ou mesmo em "obedecer a verdade" muitas vezes pressupõe-se a realidade VERDADE que pode-se simplesmente apresentá-la como Aristóteles, mas a verdade mesmo é uma PESSOA, e escrevo em caixa alta porque refiro-me a Deus mesmo, o Criador por excelência, fonte de toda a realidade existente. De fato, nada existe sem a consciência Divina que existe pensando em tudo e em todos, já que o seu esquecimento de alguma realidade significaria a inexistência desta realidade. Se você não chegou a esta certeza da dependência da realidade do pensamento

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Um "provavelmente" revelador e preocupante

 No dia 18 de abril deste fadado ano de 2020, publiquei um vídeo para o programa #CríticaCatólica aqui no meu site falando de uma terrível possibilidade de ataque aos fundamentos teológicos dos sacramentos da Igreja Católica. O ímpeto revolucionário que cresce dentro da hierarquia eclesiástica e  tentar tocar nesta objetividade e clareza da forma e do rito dos sacramentos que foram fixados há muito tempo e depois de muito labor teológico pela Igreja Católica em seu Magistério, sendo que os próprios fundamentos originam-se dos Evangelhos, ou seja, da Palavra de Deus.

Claro que não vemos tentativas de mudança substancial nos sacramentos por hora, especialmente vindas das autoridades competentes, mas o que já vemos é um movimento que antecede a chegada a este ponto, pois numa revolução os preparativos são lentos e gradativamente aumentados enquanto o tempo passa. Não é a toa que conceitos de "inculturação" parecem já não abalar os fieis católicos, quando isto sai da boca de um padre a fim de justificar qualquer bizarrice que tente acoplar na liturgia da Santa Missa.

É importante lembrar da negligência formativa nos seminários há no mínimo seis décadas, pois os resultados vemos agora na postura e discurso dos sacerdotes e muitos já são bispos, revestidos de autoridade apostólica, agindo negligentemente assim como seus formadores foram na época de seminário.

Por isso, quando lemos declarações rasas e de uma ambiguidade venenosa para a fé dos católicos não podemos deixar de lembrar como chegamos a isso. Por exemplo, a fala do Cardeal Mauro Piacenza, Penitenciário-Mor do Vaticano, que em recente entrevista, quando questionado sobre a possibilidade e validade de uma confissão por telefone, simplesmente disse que "provavelmente não era válida". Mas como "provavelmente"? Pois chegamos a este ponto em que lemos um cardeal, sagrado bispo, ordenado padre e diácono, apenas dizendo "provavelmente não" seria válida!

Neste "provavelmente" do cardeal revela-se a relativização que os Sacramentos da Igreja estão sofrendo por parte dos próprios membros revestidos de autoridade dentro da Igreja. É um passo para ir-se anestesiando o sensus fidei dos católicos para possíveis mudanças descabidas que desfigurariam os sacramentos deixados por Jesus Cristo a sua Igreja. Sem sacramentos válidos a Graça não está presente e se não esta presente não existe ação da Igreja de Cristo. 

Tudo é muito sério e não deve ser ignorado.

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