Pular para o conteúdo principal

≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡ LEITURA RECOMENDADA ≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡

Cooperatores veritatis

É verão e esta chovendo, aquelas típicas chuvas de verão, rápidas e de violência amena o suficiente para refrescar o ambiente. O calor excessivo não me anima a escrever, mas a chuva faz este trabalho de animação, e por isso estou aqui para escrever sobre um assunto ou ideia que estava engavetada com muitas outras. Quando falamos nos estudos acadêmicos em "buscar a verdade", "transmitir a verdade", "servir a verdade" ou mesmo em "obedecer a verdade" muitas vezes pressupõe-se a realidade VERDADE que pode-se simplesmente apresentá-la como Aristóteles, mas a verdade mesmo é uma PESSOA, e escrevo em caixa alta porque refiro-me a Deus mesmo, o Criador por excelência, fonte de toda a realidade existente. De fato, nada existe sem a consciência Divina que existe pensando em tudo e em todos, já que o seu esquecimento de alguma realidade significaria a inexistência desta realidade. Se você não chegou a esta certeza da dependência da realidade do pensamento

≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡


Reação do Arcebispo Viganò à Encíclica Fratelli Tutti

Dies Irae

Numa rápida leitura do texto da Encíclica Fratelli tutti, todos seriam levados a crer que foi escrita por um maçon, não pelo Vigário de Cristo. Tudo nela é inspirado por um vago deísmo e um filantropismo que não contém nada de católico: Nonne et ethni hoc faciunt? Não o fazem também os pagãos? (Mt 5, 47).

Macroscópica e decididamente embaraçosa a falsificação histórica do encontro de São Francisco com o
Sultão: segundo o redactor da Encíclica, o Poverello «não fazia guerra dialéctica impondo doutrinas»; na realidade, as palavras de São Francisco, relatadas pelos cronistas, soam muito diferentes: «Se quiseres prometer-me, em teu nome e em nome do teu povo, que passareis à religião de Cristo, assim que eu saia ileso do fogo, entrarei sozinho no fogo. Se eu for queimado, tal venha imputado aos meus pecados; se, por outro lado, o poder divino me fizer sair são e salvo, reconhecereis Cristo, poder de Deus e sabedoria de Deus, como o verdadeiro Deus e Senhor, Salvador de todos».

A dimensão sobrenatural está totalmente ausente, assim como ausente está a referência à necessidade de pertencer ao Corpo Místico de Cristo, que é a Santa Igreja, para poder alcançar a salvação eterna. Pelo contrário, há uma distorção gravíssima do conceito de “fraternidade”: para o Católico, tal só é possível em Cristo se se tem Deus como Pai através do Baptismo (Jo 1, 12), enquanto para Bergoglio tal se realizaria pelo mero facto de se pertencer à humanidade.           

O conceito católico de “liberdade da Religião” é substituído pelo conceito de “liberdade religiosa”, teorizado pelo Concílio Vaticano II, trocando o direito divino da Igreja pela liberdade de culto, de pregação e de governo com o reconhecimento do direito ao erro para se espalhar não apenas em geral, mas até mesmo nas nações cristãs. Os direitos da verdade não podem ser trocados concedendo direitos ao erro. A Igreja tem o direito natural à liberdade, enquanto não o têm as falsas religiões.         

É desconcertante o abaixamento da Encíclica sobre a narração do COVID-19, confirmando a subserviência ao pensamento único e à elite globalista; nem surpreende a insistência obsessiva sobre a unidade e a fraternidade universal, juntamente com a condenação do legítimo direito do Estado de tutelar a própria identidade não só de cultura, mas também, e sobretudo, de Fé.

Esta Encíclica constitui o manifesto ideológico de Bergoglio – a sua Professio fidei masonicae – e a sua candidatura à presidência da Religião Universal, serva da Nova Ordem Mundial. Tanta prova de subordinação ao pensamento mainstream poder-lhe-á valer o aplauso dos inimigos de Deus, mas confirma o inexorável abandono da missão evangelizadora da Igreja. Por outro lado, já o ouvimos: «O proselitismo é uma solene tolice». 

Bergoglio é um falsificador da realidade. Mente com um imediatismo que não conhece igual. Por outro lado, o maior especialista em adulterar a verdade é justamente aquela ditadura chinesa que faz apedrejar a pecadora de Nosso Senhor. O regime comunista distribuiu nas escolas um livro com alguns episódios retirados de várias religiões, incluindo o da adúltera, que é apedrejada por Jesus. Uma adulteração completa do texto. Evidentemente, a proximidade do regime comunista à igreja bergogliana não se limita ao Acordo, mas também inclui o próprio modus operandi.      


† Carlo Maria Viganò, Arcebispo

Comentários

Publicação mais visitada do site no último ano:

Objetos de Devoção