Pular para o conteúdo principal

≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡ LEITURA RECOMENDADA ≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡

Cooperatores veritatis

É verão e esta chovendo, aquelas típicas chuvas de verão, rápidas e de violência amena o suficiente para refrescar o ambiente. O calor excessivo não me anima a escrever, mas a chuva faz este trabalho de animação, e por isso estou aqui para escrever sobre um assunto ou ideia que estava engavetada com muitas outras. Quando falamos nos estudos acadêmicos em "buscar a verdade", "transmitir a verdade", "servir a verdade" ou mesmo em "obedecer a verdade" muitas vezes pressupõe-se a realidade VERDADE que pode-se simplesmente apresentá-la como Aristóteles, mas a verdade mesmo é uma PESSOA, e escrevo em caixa alta porque refiro-me a Deus mesmo, o Criador por excelência, fonte de toda a realidade existente. De fato, nada existe sem a consciência Divina que existe pensando em tudo e em todos, já que o seu esquecimento de alguma realidade significaria a inexistência desta realidade. Se você não chegou a esta certeza da dependência da realidade do pensamento

≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡


Da ignorância familiar

 Não existe meio simpático de escrever algo assim, mas creio ser importante desvelar este tema que a grande maioria das famílias escondem com muito esforço. Existe um fenômeno que aparentemente é alvo da psicologia familiar, que encontramos em quase todas as famílias em graus diferentes, mas com a mesma finalidade, um objetivo que revela as piores características que os membros familiares possuem. Este fenômeno que poderíamos chamar apenas de ignorância também o podemos chamar de desprezo consciente pelo destacado.

Como disse acima, é difícil falar disso de maneira simpática, mas o fato é que existe este fenômeno de desprezo consciente pelo membro que de alguma maneira se destaca em algum campo, e isto pode ser apenas no campo das ideias, sejam elas políticas ou religiosas. Ou seja, existe uma negação consciente do raciocínio dependendo do membro da família que o expõe, pois é muito mais comum e fácil simplesmente acenar positivamente com algum gesto à alguma posição nas rodas de conversas familiares, afinal, deste modo, você escapa de sentenciar algo e ainda não fica manchado com censuras, especialmente pelos mais velhos.

A família é o ancoradouro natural de todos, mas nela este "todos" não deve significar uniformidade, uma família é conjunto de indivíduos com capacidades racionais diferentes, e estes indivíduos precisam honestamente reconhecer todos os outros indivíduos como tais. Penso que somente assim, a família pode realmente encontrar a paz e felicidade no conjunto familiar.

Eu sei que muitos podem simplesmente pensar que estou desabafando, mas não se trata disso primeiramente. Confesso que a observação primeira foi em minha própria família, mas tenho conhecido muitas outras ao longo de no mínimo 15 anos, e em todas encontrei algum tipo de manifestação deste fenômeno. Uma em especial simplesmente relegava um membro a vala da ignomínia por ser este um grande devoto de Santa Teresinha do Menino Jesus e por ir sozinho todos os domingos à missa das 8 horas da manhã em sua paróquia. Noutra encontrei um jovem que acreditava ter um QI acima da média, ser suplantado pelos mais velhos como trouxa e sonhador. Assim, podemos encontrar na família a total ignorância coletiva a respeito de ideias e posições que revelam a mesquinhez intelectual e talvez existencial da maioria que censura o indivíduo destacado.

Remédio? Solução? Existe, mas se trata de tratamento a longuíssimo prazo. Famílias conscientes, formadas e estruturas levam-se décadas para existir. Rezo e torço para que no Brasil venhamos a encontrar esta realidade.

Comentários

Publicação mais visitada do site no último ano:

Objetos de Devoção