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≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡ LEITURA RECOMENDADA ≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡

Cooperatores veritatis

É verão e esta chovendo, aquelas típicas chuvas de verão, rápidas e de violência amena o suficiente para refrescar o ambiente. O calor excessivo não me anima a escrever, mas a chuva faz este trabalho de animação, e por isso estou aqui para escrever sobre um assunto ou ideia que estava engavetada com muitas outras. Quando falamos nos estudos acadêmicos em "buscar a verdade", "transmitir a verdade", "servir a verdade" ou mesmo em "obedecer a verdade" muitas vezes pressupõe-se a realidade VERDADE que pode-se simplesmente apresentá-la como Aristóteles, mas a verdade mesmo é uma PESSOA, e escrevo em caixa alta porque refiro-me a Deus mesmo, o Criador por excelência, fonte de toda a realidade existente. De fato, nada existe sem a consciência Divina que existe pensando em tudo e em todos, já que o seu esquecimento de alguma realidade significaria a inexistência desta realidade. Se você não chegou a esta certeza da dependência da realidade do pensamento

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Bernie & Chet: Uma dupla sensacional

Mesmo depois de uma longa lista de leituras, passando por Machado de Assis, Mário Palmério, Lima Barreto, Dostoiévski, Tolstoi, Lewis, Suassuna, Dumas e por aí vai, sempre podemos nos surpreender com algum livro pouco popular mas que acaba revelando um fascinante romance, especialmente se ele traz como narrador um nada convencional cachorro.

O Farejador (QuinnSpencer. O Farejador. Ed. Record, 2012, Rio de Janeiro. 317 pgs.) traz um romance investigativo simples, sem aquele enredo complicado que somente se revela ao leitor no último capítulo. De fato, a simplicidade da trama é facilmente deduzida ao longo da história a partir do momento que as personagens vão aparecendo e desenvolvendo a estória. O fato de termos neste livro o cachorro, parceiro do investigador particular chamado Bernie, traz a memória de todos as próprias atitudes de seus animais de estimação. Eu especialmente lembrava constantemente de minha Anny, uma linda chow-chow, meio estabanada e de pelo cor de caramelo.

Chet era um cão com treinamento policial e possuía um faro muito aguçado. A medida que vamos avançando na leitura muitas vezes podemos nos pegar imaginando se seria desta maneira que os cães "pensam" em seu dia a dia. Será que o autor conseguiu captar o mundo misterioso dos cães na personalidade de Chet? Acredito que alguma coisa sim, principalmente se o autor gosta de cães e talvez, possuindo algum, tenha escrito baseado em observações que fizera do seu animal de estimação. 

Talvez eu um dia escreva algo tendo a Anny como personagem principal!

Esta obra desenrola-se sobre o misterioso sumiço de uma adolescente que estudava em uma classe especial para jovens de QI acima da média. Seus pais eram separados. Ele vivia com sua mãe, meio desequilibrada e que havia contratado o detetive Bernie para procurar sua filha. O pai era um investidor imobiliário que parecia meio encrencado com dívidas muito altas.

Não gosto muito de resenhar sempre tudo o que leio, afinal, todos são convidados a pegar o livro na mão e ir a luta. Mas a história do trabalho do detetive Bernie e seu companheiro Chet tem um final feliz, pois depois de tiros, perseguições, esfaqueamento, rapto e até um penhasco, os dois resolveram o problema e trouxeram a adolescente de volta para a mãe. O que parecia obvio provou-se verdade, o pai estava metido no sumiço da própria filha. 

Um livro sensacional, sem dúvida. Vale as horas que se gasta para lê-lo. 

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