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Igreja que não converte mais ninguém

Que existe uma profunda e evidente crise dentro da Igreja Católica a grande maioria dos seres racionais já conseguiu perceber. O que para muitos destes é ainda obscuro é a raiz disso e a postura que se deve tomar para ajudar a sanar tal crise. Não é simples ou fácil elucidar isso, eu mesmo não o posso fazer, mas aproximações reais a esta crise e a posição a qual devemos ter são possíveis e reais diante de um honesto esforço. Ouso dizer que, mesmo Joseph Ratzinger, que na minha opinião é o maior teólogo vivo, não conseguiu ou não quis apresentar o panorama real e profundo desta crise e sua raiz que esta mais atrás do que muita gente pensa. Hoje o esforço analítico é deveras enorme, pois muitos que poderiam já terem apresentado trabalhos sobre isso, aparentemente resolveram calar-se ou mesmo guardar para si, por medo ou intimidações variadas, suas análises sobre este tema. É grande o trabalho de compreensão e de inúmeras influências e inúmeras consequências de tudo o que nos fez chegar a

Bernie & Chet: Uma dupla sensacional

Mesmo depois de uma longa lista de leituras, passando por Machado de Assis, Mário Palmério, Lima Barreto, Dostoiévski, Tolstoi, Lewis, Suassuna, Dumas e por aí vai, sempre podemos nos surpreender com algum livro pouco popular mas que acaba revelando um fascinante romance, especialmente se ele traz como narrador um nada convencional cachorro.

O Farejador (QuinnSpencer. O Farejador. Ed. Record, 2012, Rio de Janeiro. 317 pgs.) traz um romance investigativo simples, sem aquele enredo complicado que somente se revela ao leitor no último capítulo. De fato, a simplicidade da trama é facilmente deduzida ao longo da história a partir do momento que as personagens vão aparecendo e desenvolvendo a estória. O fato de termos neste livro o cachorro, parceiro do investigador particular chamado Bernie, traz a memória de todos as próprias atitudes de seus animais de estimação. Eu especialmente lembrava constantemente de minha Anny, uma linda chow-chow, meio estabanada e de pelo cor de caramelo.

Chet era um cão com treinamento policial e possuía um faro muito aguçado. A medida que vamos avançando na leitura muitas vezes podemos nos pegar imaginando se seria desta maneira que os cães "pensam" em seu dia a dia. Será que o autor conseguiu captar o mundo misterioso dos cães na personalidade de Chet? Acredito que alguma coisa sim, principalmente se o autor gosta de cães e talvez, possuindo algum, tenha escrito baseado em observações que fizera do seu animal de estimação. 

Talvez eu um dia escreva algo tendo a Anny como personagem principal!

Esta obra desenrola-se sobre o misterioso sumiço de uma adolescente que estudava em uma classe especial para jovens de QI acima da média. Seus pais eram separados. Ele vivia com sua mãe, meio desequilibrada e que havia contratado o detetive Bernie para procurar sua filha. O pai era um investidor imobiliário que parecia meio encrencado com dívidas muito altas.

Não gosto muito de resenhar sempre tudo o que leio, afinal, todos são convidados a pegar o livro na mão e ir a luta. Mas a história do trabalho do detetive Bernie e seu companheiro Chet tem um final feliz, pois depois de tiros, perseguições, esfaqueamento, rapto e até um penhasco, os dois resolveram o problema e trouxeram a adolescente de volta para a mãe. O que parecia obvio provou-se verdade, o pai estava metido no sumiço da própria filha. 

Um livro sensacional, sem dúvida. Vale as horas que se gasta para lê-lo. 

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