L'etat c'est moi ... ou somos nós

Seria irrelevante escrever sobre quem é o Estado se fosse comum os indivíduos possuírem a mínima ideia de poder estatal. Seria irrelevante escrever sobre isso também se a origem das instituições visivelmente constituídas pelo Estado tivessem um ordenamento coerente com a própria lei natural e respeitando sobretudo a lei divina. Mas não é isso o que acontece, ao menos no Brasil.

A famosa frase de Luiz XIV, rei da França no século XVII, parece revelar mais que um fetiche de um
Deusa Têmis (em frente ao STF)
monarca absolutista que nem mesmo a finalidade do regime monárquico conseguiu respeitar. "O Estado sou eu" não está na boca de políticos e ministros atuais, mas encontramos diluído de forma sorrateira nas atuais ações, manifestações e discursos, seja em público ou privado (que às vezes vem a tona).

Hoje encontramos o Brasil, outrora respeitado na pessoa de um imperador magnânimo, sendo solapado de várias maneiras e por várias pessoas nem sempre com o mesmo objetivo. Durante décadas formou-se um esquadrão de "reis sóis" que amam a todo custo o poder, e esse amor doentio é maior até que o amor pelo dinheiro, pois se trata de um esquadrão maligno que não raciocina pela ganância financeira pois trata o dinheiro como mera consequência de algo maior, ou seja, o poder. 

Ora, com todas as atitudes já conhecidas dos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) numa luta tresloucada por manipular da maneira mais torpe os códigos jurídicos para fins que agradem a si e a interesses nada justos e verdadeiros, não é possível vermos outro cenário para o Brasil senão a de absolutismo pseudo-jurídico, algo que pode não parecer, mas acaba se tornando mais perigoso que a própria roubalheira da era PT.

É simples de entender, pois o que se trata aqui é de tirarmos nosso tapa-olho e vermos que juízes e ministros do STF estão tentando governar o país, fazendo com que na PRÁTICA o exercício democrático do povo brasileiro que elegeu por maioria de votos um Presidente para esta república, transforma-se apenas num evento social sem nenhum efeito. As ilegais ações de juízes, desembargadores e ministros do STF que tentam impedir o trabalho do Presidente da república já é uma atitude absolutista de alguém que está ROUBANDO o direito do povo de escolher quem deve governar o país.

A cada ação judicial, a cada intimação infundada, a cada inquérito maluco eles batem no seu próprio peito e gritam ao povo brasileiro: "o Estado somos nós".

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