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≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡ LEITURA RECOMENDADA ≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡

Cooperatores veritatis

É verão e esta chovendo, aquelas típicas chuvas de verão, rápidas e de violência amena o suficiente para refrescar o ambiente. O calor excessivo não me anima a escrever, mas a chuva faz este trabalho de animação, e por isso estou aqui para escrever sobre um assunto ou ideia que estava engavetada com muitas outras. Quando falamos nos estudos acadêmicos em "buscar a verdade", "transmitir a verdade", "servir a verdade" ou mesmo em "obedecer a verdade" muitas vezes pressupõe-se a realidade VERDADE que pode-se simplesmente apresentá-la como Aristóteles, mas a verdade mesmo é uma PESSOA, e escrevo em caixa alta porque refiro-me a Deus mesmo, o Criador por excelência, fonte de toda a realidade existente. De fato, nada existe sem a consciência Divina que existe pensando em tudo e em todos, já que o seu esquecimento de alguma realidade significaria a inexistência desta realidade. Se você não chegou a esta certeza da dependência da realidade do pensamento

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Uma explicação da Santa Missa segundo o Missal Tridentino

Acabo de ler um livro publicado no ano de 1940, pela Editora Vozes, chamado A Santa Missa na História e na Mística, escrito pelo padre Lidivino Santini, SJ. Este livro de 380 páginas traz uma detalhada narração do ritual da missa, mas daquele ritual fixado pelo Concílio de Trento e é por isso que este livro se torna interessante, pois nos traz uma visão e alguns detalhes que ao longo da história podem ter se perdido e talvez alimentado certa indiferença por este rito litúrgico que fora norma geral até o Concílio Vaticano II. 
Missal romano de 1502

Narrando cada gesto e palavra  do sacerdote e outros participantes, como diáconos, subdiáconos, acólitos e povo, o autor traz-nos as cenas que elucidam aqueles gestos e a meticulosidade das rubricas do antigo missal que hoje, sem explicação, não entenderíamos do que porque existiam. De fato, estamos tão acostumados com o Novu Ordinis, tão simplificado e muitas vezes vazio e frio que ficamos impotentes diante de tanto simbolismo e orações.

Isto me faz lembrar de uma das principais críticas que os modernos liturgistas atiram contra o Missal de Trento, o de ele ser exagerado ao ponto de esconder o essencial. Lendo este livro e esforçando-nos por estar vislumbrando este ritual diante dos olhos, percebemos não ser tão justa esta crítica, afinal, a principal verdade que este ritual deseja passar aos fieis é de que algo muito grandioso e misterioso acontece sobre o altar e através das palavras e gestos do sacerdote. E de fato não é isso? Ou queremos minimizar o incompreensível mistério da transubstanciação que acontece sobre o altar, fazendo de um simples pão e de um simples vinho a carne e o sangue de Deus vivo?

Padre Lidivno traz não somente um relato dos passos litúrgicos deste ritual, mas acrescenta pequenos dados históricos, como por exemplo a origem das orações e expressões usadas, como também a lembrança de que algumas famílias religiosas tinham suas próprias particularidades ao rezarem a Santa Missa. Este esforço de registar dados históricos torna seu livro importante não somente para conhecimento geral mas para estudos sobre o desenvolvimento histórico da liturgia da Igreja ao longo dos séculos, pois ele consegue registrar informações que partem desde o século III, fazendo com  que muitas ligações importantes não sejam esquecidas com o tempo e que encontramos hoje na celebração da Santa Missa, mesmo no rito atual.
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