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Cooperatores veritatis

É verão e esta chovendo, aquelas típicas chuvas de verão, rápidas e de violência amena o suficiente para refrescar o ambiente. O calor excessivo não me anima a escrever, mas a chuva faz este trabalho de animação, e por isso estou aqui para escrever sobre um assunto ou ideia que estava engavetada com muitas outras. Quando falamos nos estudos acadêmicos em "buscar a verdade", "transmitir a verdade", "servir a verdade" ou mesmo em "obedecer a verdade" muitas vezes pressupõe-se a realidade VERDADE que pode-se simplesmente apresentá-la como Aristóteles, mas a verdade mesmo é uma PESSOA, e escrevo em caixa alta porque refiro-me a Deus mesmo, o Criador por excelência, fonte de toda a realidade existente. De fato, nada existe sem a consciência Divina que existe pensando em tudo e em todos, já que o seu esquecimento de alguma realidade significaria a inexistência desta realidade. Se você não chegou a esta certeza da dependência da realidade do pensamento

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Os Templários: Uma série quase histórica

Dentre minhas ocupações de lazer esta assistir filmes ou séries baseadas em temas históricos, especialmente aqueles que tocam a história da Igreja, que no fim das contas, tem influência em quase tudo na história humana.

Acabo de assistir a série Os Templários (Knightfall), promovida pela History Channel e atualmente exibida na Netflix.

São 2 temporadas, contabilizando 18 episódios, sendo que a última temporada foi finalizada em 2019 e aparentemente não terá continuação como comunicou a própria History Channel (confira aqui).

E a série? E os templários? Bem, este tema enfeitiça a mente de todos os escritores, tanto os que
adoram temas fantásticos como os que tentam deter-se apenas na história. Sobre a série o que posso dizer é que, apesar da ótima qualidade artística, é sem dúvida apenas uma aventura com contornos históricos, e serve-nos apenas como romance fantasioso acerca daqueles que realmente existiram e combateram o bom combate da fé.

É preciso dizer que a lenda do Graal, o cálice donde teria bebido Nosso Senhor Jesus Cristo na última Ceia, coloca-se dentro das imprecisões históricas, pois existe muita divergência e nenhuma prova quanto ao fato dos Templários custodiarem tal cálice, e mesmo que este chamaria-se Graal.

Os Templários antes de tudo eram monges, homens que lutavam porque criam, lutavam porque amavam a fé da Santa Igreja, e em consequência disso podiam pegar em armas para lutar pela fé em Deus como ensina a Igreja Católica. A série deixa este detalhe claríssimo na postura dos personagens templários diante das diversas questões apresentadas no decurso da série. O próprio Landry, o monge que traíra seu voto de castidade, não deixa de professar esta característica fundamental para os monges da Ordem do Templo de Salomão. 

O Templários eram monges e guerreiros, inspirados em São Paulo, vislumbrando o bom combate da fé. A série consegue, de certa maneira, transmitir uma boa imagem dos templários e lamentavelmente também consegue fazer notar a mundaneidade papal daquele tempo específico, falo do tempo em que os templários foram suprimidos, lembrando especialmente a morte na fogueira do seu Grão-Mestre, De Molay. 

As imprecisões históricas não chegam a afetar a verdade sobre os templários: Que foram monges antes de guerreiros; que lutavam com muita caridade e amor pela defesa da fé; que não eram assassinos de infiéis e criancinhas (como várias lendas deixam a entender); que foram exterminados pela autoridade papal num julgamento injusto, viciado e corrompido pelos caprichos das monarquias existentes.

Recomendo esta série, pois mesmo romanceada, desperta-nos reflexões acerca destes históricos homens de fé.

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