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Cooperatores veritatis

É verão e esta chovendo, aquelas típicas chuvas de verão, rápidas e de violência amena o suficiente para refrescar o ambiente. O calor excessivo não me anima a escrever, mas a chuva faz este trabalho de animação, e por isso estou aqui para escrever sobre um assunto ou ideia que estava engavetada com muitas outras. Quando falamos nos estudos acadêmicos em "buscar a verdade", "transmitir a verdade", "servir a verdade" ou mesmo em "obedecer a verdade" muitas vezes pressupõe-se a realidade VERDADE que pode-se simplesmente apresentá-la como Aristóteles, mas a verdade mesmo é uma PESSOA, e escrevo em caixa alta porque refiro-me a Deus mesmo, o Criador por excelência, fonte de toda a realidade existente. De fato, nada existe sem a consciência Divina que existe pensando em tudo e em todos, já que o seu esquecimento de alguma realidade significaria a inexistência desta realidade. Se você não chegou a esta certeza da dependência da realidade do pensamento

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Os 93 anos de Bento XVI

Faz anos que os observadores atentos da movimentação humana e suas consequências previam, de certa forma, "tempos sombrios" que se avizinhavam a humanidade. Hoje creio que a maioria admite que vivemos tempos no mínimo nebulosos, onde parece-nos não enxergarmos horizonte saudável num futuro próximo.

A renúncia de Bento XVI em fevereiro de 2013 aconteceu no irrefreável caos para o qual o mundo caminhava, e talvez seja por isso que esta renúncia aconteceu, justamente por saber que sua maior contribuição nesta tempestade sombria que se agigantava só poderia estar na oração diária por toda a humanidade, especialmente pela Barca de Pedro.


Hoje Bento XVI comemora 93 anos de vida, e nem os mais simpáticos dele apostariam numa longevidade que agora se apresenta. Gosto de pensar que Deus, em Sua infinita sabedoria, permite a presença de Bento XVI entre nós para não nos esquecermos de que no meio da nebulosidade aparentemente assustadora sempre existe um farol que pode nos guiar, o que de fato o Papa Emérito faz, com as orações, com seus escritos que são relidos cada vez mais e especialmente com a lembrança de sua presença viva num convento, enclausurado, isolado do mundo a orar e contemplar a divina majestade de Deus que tudo governa.

A Santa Igreja de Cristo passa por momentos terríveis, assim como o resto do mundo. Tudo o que a Igreja edificou durante séculos parece desmoronar como castelos de areia, e a subjetividade parece engolir a verdade real das coisas e das pessoas, tornando cada vez mais o relativismo uma forma predominante de vida. É a estrada perfeita para o caos e a anarquia, ingredientes preferidos do demônio.

Bento XVI lutou contra o relativismo, acusou e denunciou as estruturas perversas que utilizam-se de uma lógica subjetiva e abstrata para impôr precisamente a incerteza e a dúvida como normas de conduta e legislação. Talvez seja por isso que a maldade do mundo tanto o perseguiu e o sabotou.

Rezar apenas uma Ave-Maria por este humilde "servidor da vinha do Senhor" parece pouco neste dia.

Parabéns ao nosso querido Bento XVI.

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