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Cooperatores veritatis

É verão e esta chovendo, aquelas típicas chuvas de verão, rápidas e de violência amena o suficiente para refrescar o ambiente. O calor excessivo não me anima a escrever, mas a chuva faz este trabalho de animação, e por isso estou aqui para escrever sobre um assunto ou ideia que estava engavetada com muitas outras. Quando falamos nos estudos acadêmicos em "buscar a verdade", "transmitir a verdade", "servir a verdade" ou mesmo em "obedecer a verdade" muitas vezes pressupõe-se a realidade VERDADE que pode-se simplesmente apresentá-la como Aristóteles, mas a verdade mesmo é uma PESSOA, e escrevo em caixa alta porque refiro-me a Deus mesmo, o Criador por excelência, fonte de toda a realidade existente. De fato, nada existe sem a consciência Divina que existe pensando em tudo e em todos, já que o seu esquecimento de alguma realidade significaria a inexistência desta realidade. Se você não chegou a esta certeza da dependência da realidade do pensamento

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Sobre a gratuidade do amor

Num podcast do dia 12 de junho (vide playlist na aba lateral do site), chamado "O amor é perder", falava do amor como perda, e talvez muita gente não consiga e não queira admitir esta característica do amor verdadeiro.

Aqui desejo destacar a gratuidade do amor. Em alguns artigos aqui em meu site já falei sobre esta evidente característica do verdadeiro amor, que não se aprende espontaneamente e muito menos intuitivamente. Sim, esta gratuidade do amor se desvela aos poucos na vida do indivíduo através de sua própria vida, através de sua própria experiência social, com sua família e com pessoas que ele desejou estar próximo por algum motivo.

Gratuidade significa desfazer-se, eliminar a autoridade sobre determinada coisa, pessoa, ou ação. Gratuidade esta muito ligado com plena liberdade, com livre disposição de não ter autoridade absoluta sobre algo, pessoa ou ação.

Pensando seriamente sobre a gratuidade conseguimos perceber sua intima ligação com o amor, pois o amor necessita, além de liberdade, da gratuidade para sua sobrevivência na vida das pessoas. A gratuidade nos faz vazios de nós mesmos, nos faz participantes da ação divina de doar, de conceder, de plenificar os outros com a honestidade e bondade que devem fazer parte da vida humana, se esta pretende atingir seu ideal de perfeição.

Amar alguém necessita de subjacente compreensão da gratuidade, pois como disse, a ação de amar não sobreviverá sem a doação e liberação honesta e bondosa, livre da pretensão "comercial" ou vaidosa que tão facilmente surge na vida humana. Amar alguém gratuitamente é aproximar-se da ação de Deus, é participação da dinâmica divina que revela-se neste intercâmbio de ação gratuitas entre Deus-homem, homem-Deus e homem-homem. 

Acredito ser impensável um amor sem gratuidade, onde tudo possa parecer uma troca, "eu te amo enquanto você me amar", "porque vou te amar se você não me ama?". Afirmações como estas são proferidas todos os dias a muitos séculos nas relações humanas. Mas mesmo sabendo da antiguidade destas afirmações não consigo entender elas como corretas diante da fundamental gratuidade do amor nestas mesmas relação humanas, donde experimentamos a verdade face de Deus no mundo.

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