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≡≡ LEITURA RECOMENDADA

A agonia de um filósofo

 Agonizar nada mais é que sentir em si mesmo, no seu corpo e na sua mente, as dores de algo inevitável que na maioria das vezes não fora desejado. Costumamos lembrar dos agonizantes nos hospitais que diante da doença que lacera seus órgãos sente as "dores da agonia", um prefácio do suspiro final. Não é diferente pensar da mais famosa das agonias já conhecida pelos homens, a agonia de Jesus Cristo no Horto das Oliveiras, também uma antessala do consumatum est numa cruz entre dois ladrões. Uma agonia não necessariamente encerra-se com a morte, com o suspiro final desta existência terrena. Sofremos de agonias que podem dilacerar nossa mente e nosso espírito diante de muitas outras situações que se apresentam em nossas vidas. E aqui gostaria de trazer à mente uma agonia tão antiga, tanto quanto a do próprio Jesus Cristo, que alguns seres humanos sofrem silenciosamente, mas experimentam uma dor horrível, não no corpo físico, nos órgãos, mas na mente, na consciência. A agonia de um

Papa e Grão Imame: Um documento para a Religião Global

No início do ano passado, no dia 4 de fevereiro, o Papa Francisco assinou um documento em conjunto com o Grão Imame de Al-Azhar, em Abu-Dabhi, A FRATERNIDADE HUMANA EM PROL DA PAZ MUNDIAL E DA CONVIVÊNCIA COMUM. Naquele momento e até hoje, sempre me pareceu algo despercebido pelo mundo católico, dando a entender ou a falta de conhecimento do documento ou a indiferença em relação a este momento, que sim, teve grande importância por deixar mais claramente a própria postura do Papa Francisco diante da realidade mundial, especialmente envolvendo a missão da Igreja Católica no mundo.

Este documento pode ser conferido na íntegra aqui mesmo no meu site (clique aqui), e depois de sua leitura, para muitos a inclinação de concordância será bem provável com tudo o que se diz no documento. De fato, no desenvolver do referido texto os termos "paz mundial", "fraternidade humana", "valores morais", "defesa da família", "mulheres", "idosos", "crianças" e "pobres" faz com que a simpatia do leitor cresça com a medida que se lê o documento. Realmente quase tudo o que está lá, já pregado pelas mais antigas religiões, especialmente o catolicismo que até onde se percebe, fundamenta boa parte do próprio desenvolvimento mundial de compreensão dos direitos humanos.

Então este documento é bom e conveniente? Não.

Para quem não acompanha a jornada de diversos movimentos globais por uma unificação política, econômica e religiosa, achará tolo e até absurdo o que escrevo, mas não consigo pensar em outra coisa desde que li este documento no ano de 2019 ainda, antes de me animar a escrever este artigo.

Como dizia antes, cada parágrafo deste documento, repleto de expressões simpáticas e universalmente aceitáveis ao bom senso, vai fazendo com o leitor torne-se defensor da "fraternidade humana" como o documento o quer. Mas o fato é que a cada parágrafo somos educados ainda mais para aceitarmos o movimento intelectual global de unificação religiosa, e como já mencionei em outros artigos neste site, esta tentativa de religião global serve aos interesses econômicos e políticos de um governo global, que eliminaria a identidade das nações e as escravizaria sob a batuta de um poder universal totalmente onipotente, ou seja, controlador de todo o mundo. 

A religião católica perde a sua identidade, o modo católico já esta em declínio a muitos anos desde o Concílio Vaticano II, quando a protestantização da liturgia da Igreja começo a preparar o caminho e a cultura dos católicos para o que vemos avançar em nosso tempo. Sob o governo do Papa Francisco, lamentavelmente, enxergamos as características da fé católica, que nascem da profunda teologia dos de séculos da Igreja, serem diluídas em meio a chavões e ditames mundanos, deixando a Igreja Católica a mercê da vontade deste projeto de poder global que evidencia-se cada vez mais diante dos homens.

O documento condena "forçar as pessoas" a aderir à certa religião ou cultura, mas o que se entende por "forçar"? Será que argumentar, e insistir de que ela não esta na verdade, mas que a fé católica se encontra na verdade revelada por Jesus seria "forçar" também?

O documento fala em difusão da cultura da tolerância. Mas a tolerância tem limites? Ou devo tolerar tudo e qualquer tipo de pensamento e argumento?

O Papa Francisco, como líder religioso, como Sumo Pontífice, como Sucessor de Pedro, não deveria assinar tal documento puramente político, e que transforma-se em referência para o mais radical relativismo da fé católica. Os muçulmanos, representados pelo Imame Ahmad Al-Tayyeb, sabem que do Alcorão nada podem mudar, e sua fé e modo de vida continuaram intactos. O mundo islâmico através de alguns líderes faz tempo que está em campanha de "santificação do Islã", isto para os olhos do mundo. Infelizmente não dá para acreditar que somente desejem parar onde estão, pois é natureza do Islã - de Saladino - avançar sempre mais sobre os infiéis e aos poucos e de vários modos, dominá-los.

A islamização do ocidente ainda não terminou.


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Carta de um leigo a Dom Benedito Beni dos Santos a respetio da “Missa Sertaneja” celebrada pela Comunidade Canção Nova