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A agonia de um filósofo

 Agonizar nada mais é que sentir em si mesmo, no seu corpo e na sua mente, as dores de algo inevitável que na maioria das vezes não fora desejado. Costumamos lembrar dos agonizantes nos hospitais que diante da doença que lacera seus órgãos sente as "dores da agonia", um prefácio do suspiro final. Não é diferente pensar da mais famosa das agonias já conhecida pelos homens, a agonia de Jesus Cristo no Horto das Oliveiras, também uma antessala do consumatum est numa cruz entre dois ladrões. Uma agonia não necessariamente encerra-se com a morte, com o suspiro final desta existência terrena. Sofremos de agonias que podem dilacerar nossa mente e nosso espírito diante de muitas outras situações que se apresentam em nossas vidas. E aqui gostaria de trazer à mente uma agonia tão antiga, tanto quanto a do próprio Jesus Cristo, que alguns seres humanos sofrem silenciosamente, mas experimentam uma dor horrível, não no corpo físico, nos órgãos, mas na mente, na consciência. A agonia de um

Teólogo sem filosofia não existe

Muitas pessoas percebem uma certa involução nas indivíduos que formam-se em alguma área específica do conhecimento, mas não parece tão fácil deixar claro o que leva a esta involução. Dados como a má formação dos professores de nível superior que acabam lecionando nas academias e universidades pode ser uma estrada a percorrer para verificarmos esta decadência nos formados nas mais diversas áreas.

Aqui menciono somente aquela área que faz parte de minha formação, a ciência teológica. 

Na área de ciências humanas a teologia resiste a um mundo cada vez mais fragmentado nas universidades, mas nem sempre foi assim. Nesta mesma área encontramos a filosofia e estas duas tem muito em comum, além da mesma "família" de estudos humanos.

Precisamos entender que um teólogo - que faça jus ao título! - necessita de um esforço filosófico na estatura das imensas questões teológicas que se impõe ao ser humano. E pode-se começar pelas próprias definições que somente existem de maneira clara e sem leituras dúbias por causa do estudo filosófico que esforça-se por perscrutar a essência dos seres e coisas, desde um grão de poeira até a existência divina sem forma, tempo e composição. 

Hoje encontramos muita gente que cursa um itinerário de estudos em universidades particulares, federais, estaduais ou estas a distância, e após seu término logo julgam-se "teólogos" como se um simples curso, independente de onde foi feito, lhe outorgasse a sabedoria, esforço e produção científica suficiente para considerar-se teólogo. A mesma coisa vale para aquele que dedica-se a filosofia.

Nas redes sociais encontramos inúmeros perfis que dizem-se "teólogos", mas que não passam de comentadores de sociologia religiosa, até porque ciência não se faz em redes sociais, como tenho dito desde que abri minha primeira conta nestas redes.

É por isso que afirmo a inexistência do teólogo sem um esforço acadêmico brutal e honesto no campo filosófico. A filosofia é fundamental para fazer teologia como ciência, e ciência que auxilie a condução daqueles que não dedicam-se a ela para uma compreensão clara e objetiva da verdade. Este objetivo somente é possível com a reflexão prévia da filosofia sobre o ser, sobre o viver, sobre o existir.

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