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Cooperatores veritatis

É verão e esta chovendo, aquelas típicas chuvas de verão, rápidas e de violência amena o suficiente para refrescar o ambiente. O calor excessivo não me anima a escrever, mas a chuva faz este trabalho de animação, e por isso estou aqui para escrever sobre um assunto ou ideia que estava engavetada com muitas outras. Quando falamos nos estudos acadêmicos em "buscar a verdade", "transmitir a verdade", "servir a verdade" ou mesmo em "obedecer a verdade" muitas vezes pressupõe-se a realidade VERDADE que pode-se simplesmente apresentá-la como Aristóteles, mas a verdade mesmo é uma PESSOA, e escrevo em caixa alta porque refiro-me a Deus mesmo, o Criador por excelência, fonte de toda a realidade existente. De fato, nada existe sem a consciência Divina que existe pensando em tudo e em todos, já que o seu esquecimento de alguma realidade significaria a inexistência desta realidade. Se você não chegou a esta certeza da dependência da realidade do pensamento

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Sínodo Pan-Amazônico: A incorporação da teologia imanentista ambiental

Imagem: 
Storie do Instagram @blogvalderi
No último vídeo do programa #CríticaCatólica, falei justamente sobre isso, sobre uma espécie de incorporação da teologia imanentista ambiental na ação evangelizadora da Igreja Católica, especialmente aqui no Brasil. 

É claro que falar de uma teologia imanentista não é totalmente correto, visto que a própria ideia do imanentismo parece excluir uma ciência teológica por tratar a realidade transcendente como algo impossível. Mas o que desejo afirmar ao dizer "teologia imanentista" é este contraponto com a teologia católica exposto nas ideias do Instrumento de Trabalho do sínodo pan-amazônico, pois aparecem com grande insistência e clareza, revelando uma intenção nada evangélica de elevação das criaturas inanimadas ao nível de seres adotados por Deus, como se árvores estivem em grau de importância na obra da salvação com o ser humano em sua integralidade (corpo e alma).

O imanentismo presente neste sínodo pode ser danoso a evangelização da fé católica, como já escrevi no artigo sobre o prejuízo deste sínodo para a missão ad gentes. Este dano não começa agora, mas com o sínodo será uma alavancada visível para rupturas com a própria interpretação milenar da Igreja sobre a imperialidade da fé e da doutrina sobre os costumes locais, o que faz com que a missão de evangelizar se esvazie, perdendo sua razão de ser, para adotar apenas um status passivo de manutenção do ambiente, algo que fortifica o fundamentalismo imanentista dentro da Igreja Católica e esta visão panteísta que tenta a todo custo acabar com a teologia milenar e sapiencial da Igreja, rotulando-a como ultrapassada e prejudicial ao mundo moderno.

O ambientalismo já fora denunciado como a nova bandeira do ideal comunista que ainda ronda o mundo a fim de destruir a Igreja Católica, que todos no meio comunista assumem como sendo o principal e mais forte inimigo a ser derrotado. O ambientalismo é o braço mais poderoso deste ideal atualmente e que encontrou uma entrada no seio da Igreja pela moribunda Teologia da Libertação que revestiu-se de verde e trocou os panfletos pelas cartazes de "salvem a Amazônia". 

Chamo de teologia imanentista ambiental esta escrota sabotagem da teologia da Igreja a fim de ludibriar os fieis, fazer o mundo cair na conversa ideológica de que a Igreja precisa entender a necessidade de alinhar-se com as grandes corporações mundiais para salvar o mundo. 

Ora! Que palhaçada! 

E desde quando a Igreja Católica tem a missão de salvar este mundo? Ela sabe e prega a segunda vinda de Nosso Senhor, ou seja, o fim deste mundo e a renovação de toda a obra criada por Deus. A Igreja existe para trazer a salvação aos homens e mulheres, não às árvores e riachos. 

Muitos bispos e padres estão, apesar da demora, manifestando o desacordo com este sínodo e desvelando o perigo que pode trazer à fé. Rezemos desde já por este momento da Santa Igreja Católica.

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