Pular para o conteúdo principal

≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡ LEITURA RECOMENDADA ≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡

Marx e os seus dominaram a educação brasileira

Que os livros didáticos oferecidos paras as escolas no Brasil inteiro serem fundamentados em figuras como Paulo Freire, Michel de Foucault, Jonh Dewey, Antonio Gramnsci e Jean-Jacques Rosseau, é um fato notório, e basta qualquer passada de olhos nestes mesmos livros que os professores usam em suas aulas e os que eles mesmos utilizam para se formarem, para notarmos a ideologia social presente destes senhores acima citado em todos os campos do conhecimento, em todas as áreas, pois se focaram não no conteúdo em si das matérias mas na forma, na didática utilizada, tornando assim qualquer matéria meio de formação segundo a ideologia que desejam fixar nas gerações. No trecho destacado abaixo, percebe-se o porque existe uma mudez nacional acerca desta formação ideológica ministrada nas escolas por quase todos os professores. Tirado do site Wikipedia O final deste trecho é o mais importante, pois é através dele que podemos perceber a profundidade e extensão do problema a se enfrentar. As obras

BEM VINDO

Cardeal venezuelano analisa o Instrumentum Laboris do Sínodo da Amazônia

“a revelação plena já teve lugar em Jesus Cristo, e não se pode utilizar em um documento oficial uma linguagem ambígua que escureça essa realidade teológica e doutrinal. O mínimo que se pode dizer é que é uma linguagem inapropriada e imprecisa, que sempre se deve evitar em um texto oficial. Bastaria falar simplesmente de manifestação de Deus. Uma das debilidades do texto é precisamente uma linguagem difusa, equívoca, imprecisa. Será necessário utilizar no Sínodo maior rigor conceitual, teológico e doutrinal”
INTRODUÇÃO

Dentro de poucos dias, começará o Sínodo Especial sobre a Amazônia, convocado pelo Papa Francisco para abordar "Amazônia: Novos Caminhos para a Igreja e para uma Ecologia Integral".

Este é um Sínodo especialmente dedicado ao estudo dos problemas da Igreja em uma região particular, a Amazônia, que compreende boa parte da América do Sul. No entanto, é especialmente importante para toda a Igreja, pois tanto o Papa como aqueles que trabalharam em sua preparação dão a este Sínodo uma projeção universal. Desta forma, esta assembleia sinodal terá influência sobre toda a Igreja, e não apenas sobre os países amazônicos. Entre eles, é claro, nosso país, a Venezuela.

O Instrumentum laboris circula desde junho passado. Dada a metodologia dos Sínodos, que utilizam esses textos como base para a discussão sinodal, este documento se reveste de grande importância. Ainda mais porque, sem dúvida, é muito complexo e inovador, também em sua estruturação, e inclusive incômodo e muito polêmico, por isso tem sido muito controverso. Por esta razão me dediquei à tarefa de estudá-lo para – destacando suas fortalezas – ajudar à superação por parte dos padres sinodais das falhas e debilidades do texto.

CONTEÚDO DO INSTRUMENTUM

O mesmo tem três partes: a primeira, intitulada A Voz da Amazônia, dedicada a aspectos fundamentais da realidade social e cultural da Amazônia. A segunda, dedicada principalmente a problemas de ecologia e de ordem socioeconômica, intitulada Ecologia Integral: O clamor da terra e dos pobres. E a terceira, que apresenta propostas de ação pastoral: Igreja Profética na Amazônia: desafios e esperanças. No entanto, os diversos temas se misturam nas três partes, o que implica repetições, prolonga desnecessariamente o texto e reduz a clareza das abordagens. O mais abundante no texto são os temas culturais, ecológicos e socioeconômicos. Menos abundantes, mas extremamente e mais importantes para nós, pastores da Igreja, a evangelização e as propostas para a ação pastoral.

ACERTADA DEFESA DA AMAZÔNIA E DOS POVOS AMAZÔNICOS

Sem dúvida, é muito louvável o interesse em abordar a dramática situação da Amazônia, atualmente ameaçada por uma agressão economicista voraz e irracional. Um dos méritos do documento é que reúne as experiências, problemas e aspirações de muitas pessoas, ouvidas pelos membros da REPAM (Rede Eclesial Pan-amazônica), precisamente em preparação para o Sínodo. Por isso, o Instrumentum laboris aborda a grave situação tanto ecológica como social e econômica sofrida pelo território e pelos povos da Amazônia.

Como bispo venezuelano, apoio a denúncia e o rechaço que faz o Instrumentum laboris (I.L.) de toda a violência contra os povos e o território amazônico. Essa grave exploração também ocorre hoje na Venezuela. Concretamente, em nossa região amazônica, o atual governo promoveu no “arco de mineração”, ao sul de Orinoco, uma operação de mineração agressiva e desordenada que não leva em consideração a proteção do meio ambiente e os direitos dos povos indígenas.

Graças a Deus, o Instrumentum destaca e denuncia justa e acertadamente a gravidade dos atropelos que se estão cometendo contra os povos amazônicos, em particular contra os indígenas, chamados no texto “povos originários”. A agressão da ambição humana transformou a Amazônia em espaço de “desencontros e de extermínio de povos, culturas e gerações” (23). Essa agressão suscita e exige justamente a defesa da vida, do território e dos recursos naturais, assim como da cultura e organização dos povos (Cf.I.L.17). E, neste trabalho, a Igreja na Amazônia agiu com energia e – propõe acertadamente o documento –, sem dúvida deve continuar fazendo.

Apoiamos, pois, plenamente essa denúncia e o rechaço de toda injustiça. Isso está muito bem. Devemos estar de acordo com a defesa que o documento faz dos povos amazônicos e do ambiente natural, da ecologia dessa área privilegiada. Também de acordo em afirmar a obrigação da Igreja de acompanhar e proteger os povos oprimidos.

A BELEZA AMAZÔNICA E UMA ANTROPOLOGIA IDEALISTA

Uma observação importante: o Instrumentum laboris parece pensar que toda a população amazônica é indígena, originária. Não é verdade, pelo menos na Venezuela. Em nossa região amazônica, nas dioceses já estabelecidas – não nos vicariatos –, há uma maioria de criollos, venezuelanos de raça branca ou mista e afro-venezuelanos que não têm essa cultura indígena. Nem toda a população amazônica é originária ou indígena.

Outro aspecto que chama a atenção no texto é a visão otimista e laudatória, quase utópica, com a qual a população indígena da Amazônia é apresentada na primeira parte do texto. Esta, o território, é apresentada quase como uma espécie de paraíso terreno, de beleza sem limites (I.L. 22) “repleta de vida e sabedoria” (I.L. 5), onde os povos amazônicos – especialmente os indígenas, buscam o “bem viver”, que é viver em harmonia consigo mesmo, com a natureza, com os seres humanos e com o Ser supremo (Cf I.L. 11). Também se fala da natureza em uma redação alheia à visão cristã como um todo no qual estão assumidos os seres humanos, e como ‘Mãe Terra’ (em maiúsculas) tratando-a praticamente como uma pessoa (Cf. I.L. 44).

Por outro lado, o texto louva a sabedoria ancestral dos povos amazônicos manifestada no cuidado da terra, da água e das florestas... E propõe que os novos caminhos da evangelização sejam construídos em diálogo com ela, na qual se manifestam as sementes do Verbo (I.L. 29). “A diversidade original que oferece a região amazônica – biológica, religiosa e cultural – evoca um novo Pentecostes” (I.L.30). Por que essa diversidade original evocaria um novo Pentecostes? Seria necessário estudar em profundidade o que essa frase significa, à primeira vista, confusa e exagerada.

Algo romântica também é a descrição do povo amazônico originário – os indígenas – como seres excepcionais, que vivem em harmonia com a natureza e o ser supremo, e que personificariam um utópico ‘bom selvagem’, virtuoso, amável, ingênuo e crédulo. Este possuiria uma sabedoria em que se encontrariam as sementes do Verbo. É uma visão antropológica muito otimista, que ignora as deficiências das culturas indígenas, que omite suas limitações e falhas, e que é distinta e longínqua da altamente realista antropologia católica, da visão bíblica e cristã do homem, sem dúvida imagem de Deus, mas golpeado pelo pecado e em necessidade de redenção. Será por isso que se fala pouco sobre a necessidade de salvação e redenção, e se fala pouco sobre fortalecer intensamente a ação pastoral e abertamente evangelizadora da Igreja no Amazonas, como se Cristo não fosse necessário, e bastasse a utópica harmonia natural?

NOVA REVELAÇÃO?

Fala-se também dos clamores de justiça do território da Amazônia e se apresenta esta região, quase personalizada..., como um locus trheologicus, um lugar teológico, onde se vive a fé e o qual seria uma fonte nova de revelação de Deus (Cf. I.L. 18 e 19). Aqui encontramos um ponto problemático, de séria discussão, pois se atribui a um território particular e à luta pela justiça a categoria de nova fonte de revelação. Ou talvez: fonte de uma nova revelação?

Levemos em consideração que a palavra revelação no magistério eclesiástico e na teologia em geral é muito concreta e específica e significa a comunicação, desvelamento, manifestação que Deus fez de si mesmo à humanidade através de Jesus Cristo. Isso está muito claro no documento Dei Verbum, sobre a divina revelação, do Concílio Vaticano II (DV. 2). Sabemos que a revelação plena já teve lugar em Jesus Cristo, e não se pode utilizar em um documento oficial uma linguagem ambígua que escureça essa realidade teológica e doutrinal. O mínimo que se pode dizer é que é uma linguagem inapropriada e imprecisa, que sempre se deve evitar em um texto oficial. Bastaria falar simplesmente de manifestação de Deus. Uma das debilidades do texto é precisamente uma linguagem difusa, equívoca, imprecisa. Será necessário utilizar no Sínodo maior rigor conceitual, teológico e doutrinal.

DIÁLOGO E EVANGELIZAÇÃO

Nos parágrafos finais da primeira parte, o Instrumentum laboris aborda o tema do diálogo e da evangelização. Sem dúvida, é muito acertada a afirmação da necessidade do diálogo para evangelizar. Nosso Senhor Jesus Cristo dialogou com a samaritana. E assim nós devemos fazer hoje (Cf. I.L. 37). Mas o documento faz afirmações, à primeira vista, românticas ou excessivas. Apresenta-se a Amazônia como um paradigma para o pacto social do diálogo (I.L. 37); afirmando que são os povos da Amazônia, especialmente os pobres, os originários e culturalmente diferentes, os principais interlocutores e protagonistas do diálogo. Isso poderia ser aceito, se não fosse afirmado com um caráter excludente.

Mas: um diálogo sem proposta de conversão, sem convite a acolher ao Jesus como o único salvador, como o redentor do ser humano ferido pelo pecado? Por que não se diz expressamente? Parece estar ausente do texto o entusiasmo ou uma maior consciência, precisamente, da necessidade de que a Igreja realize ali uma ação mais intensamente evangelizadora, vital para a Igreja em todas as partes. Isso deveria estar no centro, no coração do texto e, logo, do Sínodo: a revitalização da Igreja na Amazônia. Mas parece estar ausente ou está muito fracamente expressa esta urgência de levar adiante a missão evangelizadora da Igreja. Pelo contrário, é preciso acolher o que o Papa Francisco diz sobre a evangelização na Exortação Apostólica Evangelii gaudium, 14:

“A evangelização está essencialmente relacionada com a proclamação do Evangelho àqueles que não conhecem Jesus Cristo ou que sempre O recusaram... Todos têm o direito de receber o Evangelho. Os cristãos têm o dever de o anunciar, sem excluir ninguém, e não como quem impõe uma nova obrigação, mas como quem partilha uma alegria”.

É verdade que se fala de novos caminhos, mas esses caminhos parecem, sobretudo, consistir segundo o I.L. em um diálogo com sabedorias ancestrais e em uma firme defesa da ecologia e das populações originárias. Isso não basta. Não se insiste no anúncio mais explícito do kerygma, e em uma ação mais abertamente evangelizadora, santificadora e pastoral de implantação e crescimento da Igreja em toda a Amazônia, e não somente para as populações originárias. Este desequilíbrio é uma grande debilidade do texto que nós esperamos que os padres sinodais cheguem a superar em suas deliberações.

Aprofundaremos sobre isso em um próximo artigo.
----

Publicação mais visitada do site no último ano:

Objetos de Devoção