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Cooperatores veritatis

É verão e esta chovendo, aquelas típicas chuvas de verão, rápidas e de violência amena o suficiente para refrescar o ambiente. O calor excessivo não me anima a escrever, mas a chuva faz este trabalho de animação, e por isso estou aqui para escrever sobre um assunto ou ideia que estava engavetada com muitas outras. Quando falamos nos estudos acadêmicos em "buscar a verdade", "transmitir a verdade", "servir a verdade" ou mesmo em "obedecer a verdade" muitas vezes pressupõe-se a realidade VERDADE que pode-se simplesmente apresentá-la como Aristóteles, mas a verdade mesmo é uma PESSOA, e escrevo em caixa alta porque refiro-me a Deus mesmo, o Criador por excelência, fonte de toda a realidade existente. De fato, nada existe sem a consciência Divina que existe pensando em tudo e em todos, já que o seu esquecimento de alguma realidade significaria a inexistência desta realidade. Se você não chegou a esta certeza da dependência da realidade do pensamento

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"Galinha" ou uma "pata"?

Algumas vezes nos deparamos coisas, pessoas ou acontecimentos que nos revelam ou ilustram verdades incontestáveis. Neste final de semana, solenidade da Assunção de Maria ao Céu, acompanhado de minha noiva, estava a ouvir atentamente a homilia do sacerdote que lá pelas tantas largou esta comparação: "muitas pessoas se parecem muito com as galinhas, que diferente das patas, fazem um escândalo quando põe um ovo". O padre situava esta comparação falando do serviço humilde e desinteressado que o cristão, a exemplo de Maria, deveria prestar.

Achei muito significativo o que ouvi, apesar de simples e até pueril, traz certa reflexão sobre a condição humana corruptível, tendenciosa ao erro, e neste erro levada ao vício do orgulho e da exibição. 

Fugindo do campo meramente espiritual, no meio intelectual as "galinhas" surgem de muitos lados, formando um imenso galinheiro neste mundo, onde a cada artigo, a cada livro, a cada entrevista encontramos uma ode a si e sua "capacidade singular" de enxergar a verdade dos fatos. Nunca imaginei um verdadeiro filósofo ou intelectual respeitado levantando-se como portador da "verdade universal" de modo até onisciente. De fato, Aristóteles e seus colegas nunca almejaram tamanha qualificação a si mesmos em suas vidas. Aristóteles não era uma "galinha", era uma "pata" que servia a humanidade no silêncio de sua consciente busca pela verdade. 

Buscar sempre, caminhar sempre... nunca parar!

O escândalo, a auto proclamação de "sabichão" trava a busca pela verdade, trava o processo de sabedoria que todos os seres racionais precisam buscar. O escândalo típico das "galinhas" ao porem seus ovos é o que trava o ser humano, desde o mais simples ao mais bem colocado na sociedade de alcançarem a única vida que os realizará interiormente e que lhes trará  felicidade.

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