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Cooperatores veritatis

É verão e esta chovendo, aquelas típicas chuvas de verão, rápidas e de violência amena o suficiente para refrescar o ambiente. O calor excessivo não me anima a escrever, mas a chuva faz este trabalho de animação, e por isso estou aqui para escrever sobre um assunto ou ideia que estava engavetada com muitas outras. Quando falamos nos estudos acadêmicos em "buscar a verdade", "transmitir a verdade", "servir a verdade" ou mesmo em "obedecer a verdade" muitas vezes pressupõe-se a realidade VERDADE que pode-se simplesmente apresentá-la como Aristóteles, mas a verdade mesmo é uma PESSOA, e escrevo em caixa alta porque refiro-me a Deus mesmo, o Criador por excelência, fonte de toda a realidade existente. De fato, nada existe sem a consciência Divina que existe pensando em tudo e em todos, já que o seu esquecimento de alguma realidade significaria a inexistência desta realidade. Se você não chegou a esta certeza da dependência da realidade do pensamento

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Caminhos Cruzados

Entendo o porque de Érico Veríssimo ter deixado registrado no prefácio à reedição de A vida de Joana D'Arc o comentário surpreso de certo padre, amigo seu, a respeito desta obra Caminhos Cruzados (Ed. Globo, 1979, Porto Alegre. 299 pgs.), pois ela com certeza deixa confuso o simples leitor a respeito da mesma origem destas obras. De fato, quem escreveu o romance histórico-biográfico de Joana para não ser o mesmo que escreveu Caminhos Cruzados pela crueza e certa melancolia na narrativa dos personagens.

Certo é que o autor é o mesmo, e depois de conhecer as duas obras se percebe certos indícios do rumo que Érico desejava tomar com a obra aqui em questão.

Caminhos traz a mente do leitor de forma crua a realidade de muitas pessoas em nossa sociedade, mesmo que já se tenham passados anos desde que o autor escreveu esta obra, e muitas coisas já não são as mesmas, especialmente os costumes. Mas algumas continuam, assim como sempre continuaram apesar das adaptações com o passar dos séculos.

É fácil de percebermos alguns vícios que arrastam o ser humano ao poço da infelicidade apesar do muito dinheiro que possam ter, e isto denuncia a personagem Maria Luiza, esposa do coronel Pedrosa, que num lance de sorte ganhou considerável valor na loteria e agora esbanja o que pode na tentativa de fazer "nata da sociedade". Ou mesmo o vazio de Vera, filha do tão honrado Leitão Leria e de Dna. Dodó Leiria, esta última mui estimada na sociedade por ocupar-se, nem tão virtuosamente assim, às obras de caridade.  De fato, Vera parece símbolo de uma juventude que hoje ainda encontra eco em muitas famílias.

Adultérios, velados e nem tão velados. Traições efetivas e em pensamentos, todos males tão antigos quanto a humanidade corrompida pela capacidade de errar e tentar realizar-se no erro.

Confesso que demorei-me mais nesta obra que nas outras, não pôr analisar mais o que lia, mas por achar pesado o que lia. Talvez das obras de Érico até o momento, esta foi a menos prazerosa de se ler, o que não tira o mérito e a recomendação, pois apesar de um estilo chocante, sua leitura revela a desenvoltura de quem a escreve.

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