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≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡ LEITURA RECOMENDADA ≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡

Cooperatores veritatis

É verão e esta chovendo, aquelas típicas chuvas de verão, rápidas e de violência amena o suficiente para refrescar o ambiente. O calor excessivo não me anima a escrever, mas a chuva faz este trabalho de animação, e por isso estou aqui para escrever sobre um assunto ou ideia que estava engavetada com muitas outras. Quando falamos nos estudos acadêmicos em "buscar a verdade", "transmitir a verdade", "servir a verdade" ou mesmo em "obedecer a verdade" muitas vezes pressupõe-se a realidade VERDADE que pode-se simplesmente apresentá-la como Aristóteles, mas a verdade mesmo é uma PESSOA, e escrevo em caixa alta porque refiro-me a Deus mesmo, o Criador por excelência, fonte de toda a realidade existente. De fato, nada existe sem a consciência Divina que existe pensando em tudo e em todos, já que o seu esquecimento de alguma realidade significaria a inexistência desta realidade. Se você não chegou a esta certeza da dependência da realidade do pensamento

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As Excelências da Santa Missa

Acabo de ler o livro as Excelências da Santa Missa, escrita no século XVIII pelo Frei Leonardo de Porto-Mauricio. Trata-se de uma opúsculo não muito grande, de poucas páginas que pretendem nos levar até uma maior vivencia daquilo que nós e ofertado na Santa Missa, este rito sacramental que a Igreja Católica realiza todos os dias desde os primórdios da era crista.


Não posso deixar de dizer que, apesar de participar desde criança da Santa Missa e ter passado pelo seminário dos padres diocesano, comoveu-me profundamente ler uma obra tão simples mas tão verdadeira sobre como aproveitar as graças deste rito litúrgico que participamos, especialmente aos domingos (preceito dominical). A simplicidade do livro, não desmerece sua nobreza que precisamente por falar de coisas que já temos como sabidas, nos faz ver que a devoção a Santa Missa de hoje manter os mesmos apelos e esforços de séculos atrás.

O Frei Leonardo, especialmente nos mostra com que dedicação devemos nos compenetrar durante este rito litúrgico. De fato, ele menciona três modos de participar da Santa Missa:
  • rezando o santo terço durante o desenvolvimento do rito, com pausas nas falas do padre ao povo;
  • contemplando o crucificado durante o rito;
  • e o que ele julga o mais adequado e a qual pretende passar como modelo, que e o de observar cada parte da missa como dialogo seu com Deus, confessando quando o padre confessa, louvando quando o padre louva, agradecendo com o padre agradece, suplicando quando o padre suplica, e enfim comungando com a mais devota piedade e compulsão pelos pecados.

Parece obvio demais, mas o escritor nos faz recordar a atenção com que devemos participar da Santa Missa, por isso coloca este terceiro método como o ideal.

Ele não se engana, mas eu pessoalmente sou mais inclinado a praticar o segunda método elencado pelo Frei, o da contemplação da cruz durante a liturgia. Não que discorde do escritor antigo, mas o crucificado parece-me irresistível. Seu corpo pregado no madeiro possui uma atração inexplicável sobre mim, algumas vezes – pouquíssimas, confesso – parece que sinto em minha mente a sensibilidade das mãos, dos pés ou mesmo do crânio, exposto pelos cravos da coroa.

Repito que não acho que o método apresentado pelo Frei seja errado, mesmo eu já participar da missa desta maneira muitas vezes e com certeza ainda participarei. Acredito que não se trata de encontrar o VERDADEIRO MÉTODO, mas encontrar o método que nos faca aproveitar as graças incalculáveis da Santa Missa.

Enfim, recomendo a todos a leitura deste livro, muito antigo, mas com assunto sempre novo.

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