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≡≡ LEITURA RECOMENDADA

O conservador na guerra hermenêutica

Contra tudo o que pode parecer comum no mundo atual, o conservador não deixa-se levar pelas pressões sociais e grupais, que muitas vezes cobram altos preços pela aquesciencia ou pelo enfrentamento de ideias e posturas sem nenhum fundamento na realidade, sem nenhuma obediência a natureza mesmo das coisas criadas e sustentadas pelo Criador.  Claro que a imensa maioria destas ideias e posturas que pressionam o conservador originam-se de mentes negadoras da existência de Deus ou negam sua fundamental influência no mundo e na história, o que faz com  estas ideias e posturas já desenvolvam-se alienadas da ideia de um criador e sustentador da existência em seu ser. Esse pressuposto já traz um bom motivo para que o conservador desconfie de qualquer "boa ação" ou "boa intenção" que possa ser apresentada a ele, sendo patrocinada e impulsionada por quem pressupostamente desconsidera o fundamento da realidade existente. Já escrevi aqui sobre a fundamental insistência da mente

Jesus no Horto: O sofrimento atemporal

Escrevo numa Sexta-feria Santa, dia de rememorar a Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo, algo que para a humanidade inteira deveria ser fundamental, porque de fato o é!

Lendo o evangelista São Marcos, na passagem sobre a agonia de Jesus no Horto das Oliveiras, podemos nos ater nesta capacidade de Jesus em viver o que já passou e o que ainda nem aconteceu. Não se trata de um mero sentimentalismo, mesmo que honrosamente louvável, mas sim de algo bastante real em Jesus, objetivo, "ontológico" por se tratar especialmente de Deus, encarnado. Na verdade podemos entender que é precisamente esta união do ser divino com a natureza humana que torna tão visível e real o sofrimento atemporal de Cristo neste momento no Monte das Oliveiras.

Tendo isto, podemos chegar ao ponto de nossa vida cristã ao exemplo desta realidade humano-divina de Jesus Cristo, pois acredito ser fundamental esta capacidade de Jesus em viver um estado atemporal para nossa adequação ao que Jesus Cristo mesmo é, sabendo que Ele é o "homem ideal", ou "ser humano perfeito".

O que entendemos por compaixão, solidariedade e caridade passa fundamentalmente por esta capacidade de Nosso Senhor em viver o sofrimento que já passou, que ainda não aconteceu ou que acontece com outra pessoa.

Será que a humanidade não seria mais "semelhante" ao Cristo se pensasse nisso? Viver como Jesus o sofrimento na própria carne, transformando nossa capacidade de percepção cristã em um sentimento atemporal, nos traria mais perto da transcendentalidade que nos aproxima mais de vida divina. Afinal, viver melhor e feliz é "viver com Deus e como Cristo", Deus verdadeiro, homem verdadeiro e perfeito.

Publicação mais visitada do site no último ano:

Carta de um leigo a Dom Benedito Beni dos Santos a respetio da “Missa Sertaneja” celebrada pela Comunidade Canção Nova