Pular para o conteúdo principal

≡≡ LEITURA RECOMENDADA

O conservador na guerra hermenêutica

Contra tudo o que pode parecer comum no mundo atual, o conservador não deixa-se levar pelas pressões sociais e grupais, que muitas vezes cobram altos preços pela aquesciencia ou pelo enfrentamento de ideias e posturas sem nenhum fundamento na realidade, sem nenhuma obediência a natureza mesmo das coisas criadas e sustentadas pelo Criador.  Claro que a imensa maioria destas ideias e posturas que pressionam o conservador originam-se de mentes negadoras da existência de Deus ou negam sua fundamental influência no mundo e na história, o que faz com  estas ideias e posturas já desenvolvam-se alienadas da ideia de um criador e sustentador da existência em seu ser. Esse pressuposto já traz um bom motivo para que o conservador desconfie de qualquer "boa ação" ou "boa intenção" que possa ser apresentada a ele, sendo patrocinada e impulsionada por quem pressupostamente desconsidera o fundamento da realidade existente. Já escrevi aqui sobre a fundamental insistência da mente

JESUS E A SAMARITANA

Faz algum tempo de minha última publicação acerca de algum livro que li. Hoje volto a falar nisso escrevendo sobre esta obra de Georges Chevrot (Editora Quadrante, 2013).

Esta perícope do encontro de Jesus com a mulher samaritana, da qual nem sabemos o nome, é exaustivamente perscrutada pelos escritores espirituais e com muita razão, pois este aparente encontro e diálogo causais nada têm de simplista ou apenas alegórico, pelo contrário nos traz detalhes do âmago da mensagem evangélica.

Falo de detalhes porque gostaria de destacar dois que nesta obra ficam mais evidentes: O começo de uma conversão e profundidade da mudança.

O começo de uma conversão
A samaritana não pode ser considerada uma pessoa atéia, e isto afirmo pelo que se lê no próprio Evangelho, quando ela mesmo lembra que o poço fora construído pelo "pai Jacó" e depois ao mencionar que a querela entre adorar a Deus aqui ou acolá. Não. A samaritana era uma pessoa que "não duvidava de Deus", e digo desta maneira porque ela se assemelha a tantas pessoas que encontramos em nossa vida que definem-se como "religiosas" por não duvidarem de Deus, mas eliminarem qualquer contato com alguma religião e especialmente se comprometer com alguma doutrina.

Mas se ela era uma crente em Deus, porque se diz que converteu-se? Ora, porque justamente era alguém que não levava a sério a pequena fé que tinha, pois fé mesmo pequena gera compromissos, gera disciplina e a ela Jesus expôs sua indisciplina, ou seja, sua vida pecaminosa, que ofendia a este Deus que ela sabia que existia e que também adorava a sua maneira.

É interessante observar isso, que depois de ser colocada diante de suas desobediências, de seus maus-feitos, a samaritana começa este processa de verdadeira conversão não somente à existência de Deus, mas também a realidade do comprometimento com aquilo que o criador e sustentador nos orienta como verdade fundamental da vida humana, ou seja, uma vida na Verdade.

Profundidade da mudança
Sabemos que toda conversão têm suas consequências, e a samaritana experimentou na sua estas consequências.

Ela saiu da presença de Jesus transformada interiormente, ainda sem tem certeza do que realmente aconteceu, mas com aquela mudança que realmente transforma o mundo dentro de si, ela ouvir o criador e decidiu atender ao que ele falava. Isso muda a vida real!

Ela foi até seu vilarejo e anunciou, pregou a todos os concidadãos que já a conheciam, que Jesus falou com ela, e mostrou com o tempo que tudo o que ele disse era "semente boa" que produz muito fruto. E isso revela a mudança profunda da samaritana, sua vida pós encontro com Cristo.

O autor desta obra coloca ao final do livro que certa tradição católica diz que a samaritana fora martirizada no tempo da perseguição de Nero ou Diocleciano, e esta somente confirma a vida nova que esta samaritana viveu após seu encontro pessoal e definitivo com Jesus Cristo.

Comentários

Publicação mais visitada do site no último ano:

Carta de um leigo a Dom Benedito Beni dos Santos a respetio da “Missa Sertaneja” celebrada pela Comunidade Canção Nova