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Cooperatores veritatis

É verão e esta chovendo, aquelas típicas chuvas de verão, rápidas e de violência amena o suficiente para refrescar o ambiente. O calor excessivo não me anima a escrever, mas a chuva faz este trabalho de animação, e por isso estou aqui para escrever sobre um assunto ou ideia que estava engavetada com muitas outras. Quando falamos nos estudos acadêmicos em "buscar a verdade", "transmitir a verdade", "servir a verdade" ou mesmo em "obedecer a verdade" muitas vezes pressupõe-se a realidade VERDADE que pode-se simplesmente apresentá-la como Aristóteles, mas a verdade mesmo é uma PESSOA, e escrevo em caixa alta porque refiro-me a Deus mesmo, o Criador por excelência, fonte de toda a realidade existente. De fato, nada existe sem a consciência Divina que existe pensando em tudo e em todos, já que o seu esquecimento de alguma realidade significaria a inexistência desta realidade. Se você não chegou a esta certeza da dependência da realidade do pensamento

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Falar-vos-ei do amor [parte III]

Este amor ordinário esta longe da lamentação contemporânea expressa pela frase "amor frio", ou "amor sem vida", ele na verdade revela-se no amor que (arrisco dizer), noventa por cento da população mundial conhece. Ora, se é tanta gente assim, e esse seria o tipo do "amor sem vida", este mundo já seria um mundo de zumbis, mortos vivos, que nada sentem nem interagem.

Não. Este amor ordinário é a experiência palpável da finalidade humana que eclode em meio de nossas imperfeições para correr em busca de sua realização enquanto criatura, que interiormente busca o amor perfeito, que evidentemente esta fora de si mesmo. E este amor perfeito é o que da forma para a "realidade amor", que falava anteriormente (aqui).

O ser humano consegue multiplicar esta forma de amor, torná-la incrivelmente perceptível no mundo. E isto parece claro agora se levamos em consideração o que fora escrito até agora. Na interação com o outro manifestamos o amor, não com palavras, elas virão em segundo lugar (ou segundo plano), mas através de olhares, gestos e presença.

Aqui desejo destacar esta última ação que mencionei ser uma manifestação do amor: a presença.

Estar presente. Colocar-se junto. Mesmo o outro (a namorada, o namorado, a noiva, o noivo, a esposa,  o esposo) sente a incontrolável necessidade de presença de alguém que lhe é simpático, importante, necessário. Digo que eles nem percebem na maioria das vezes, mas necessitam da presença daquele que já é alvo de um "próto-amor". Parece incrível que a simples presença seja tão importante, mas é. Você pode não falar, nada fazer, mas estando junto já é sinal de amor, sinal de conforto para a outra pessoa. Acredito que todos podem pensar sobre isso e perceber que passaram por esta experiência alguma vez em sua vida.

Pois esta característica do amor ordinário o torna amor palpável para o ser humano, e o nutre, pois a presença do outro torna a interação com o outro de maneira mais agradável possível. E assim, cresce o amor.

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