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Igreja que não converte mais ninguém

Que existe uma profunda e evidente crise dentro da Igreja Católica a grande maioria dos seres racionais já conseguiu perceber. O que para muitos destes é ainda obscuro é a raiz disso e a postura que se deve tomar para ajudar a sanar tal crise. Não é simples ou fácil elucidar isso, eu mesmo não o posso fazer, mas aproximações reais a esta crise e a posição a qual devemos ter são possíveis e reais diante de um honesto esforço. Ouso dizer que, mesmo Joseph Ratzinger, que na minha opinião é o maior teólogo vivo, não conseguiu ou não quis apresentar o panorama real e profundo desta crise e sua raiz que esta mais atrás do que muita gente pensa. Hoje o esforço analítico é deveras enorme, pois muitos que poderiam já terem apresentado trabalhos sobre isso, aparentemente resolveram calar-se ou mesmo guardar para si, por medo ou intimidações variadas, suas análises sobre este tema. É grande o trabalho de compreensão e de inúmeras influências e inúmeras consequências de tudo o que nos fez chegar a

Domingo de Ramos, hipocrisia e algo mais

Esta se tornando quase um costume escrever sobre um determinado tema em diversos artigos. Mas acredito que diante de minha dificuldade temporal é o mais viável, no momento.

Hoje pretendo inciar alguns comentários contemporâneos cobre a Semana Santa. Talvez culminem na Páscoa, mas meu espírito inclina-se a falar somente sobre esta semana, silenciosa e dolorida, que reflete muitas coisas neste tempo em que vivemos.
Penso que o sentido da Semana Santa, a começar por este domingo, o domingo de Ramos, assim chamado por aludir ao momento em que Jesus ingressa na cidade de Jerusalém sob a aclamação do povo que estava junto dele, com seus ramos e flores, como a aclamação ao rei que passa triunfalmente, deve suscitar um primeiro alerta sobre algo novo... ou melhor, sobre uma possibilidade nova. E é sobre isso que desejo escrever, sobre uma possibilidade nova!

A vida quotidiana nos tira, ao menos para muitos, aquele instante de olhar profundo, que nos faz enxergar o que somente a alma individual consegue exprimir. Sou defensor da ideia que reza sobre a imperialidade da alma sobre a razão e o sentimento. De fato, a alma é a vida do material, e como não poderia imperar sobre tal?! A razão, muitos defendem, ser um fenômeno da alma, mas não se aceita a ciência que fala da razão como efeito, também, da ação neural?! Sim. A razão é efeito biológico que grava na alma suas conclusões, mas a alma tem uma inclinação que a mesma razão, apesar de toda ciência, experiência ou descoberta, não consegue esconder: um ardente desejo do sobrenatural. Ela foi criada para isso, para desejar a Deus, para buscá-lo.

Penso que a falta desta compreensão, simples ao meu ver, seja o fator de tanto agnosticismo nos tempos contemporâneos, e não falo em ateísmo, pois desconheço ateu sem fé, apesar de parecer absurda esta minha afirmação.

Neste domingo de Ramos, mais uma vez levamos nosso pensamento para este momento em que Jesus é aclamado como rei, aos gritos de "hosana ao Filho de Davi". E aqui gostaria de levantar uma questão que por muitos já pode ter sido levantada. Seria somente hipocrisia daqueles que estavam aclamando Jesus como rei e mais tarde, talvez muitos destes, o mandavam para a condenação? A hipocrisia é um mal que o próprio Cristo delatava no coração de muitos, mas neste caso, seria somente isso?!

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