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≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡ LEITURA RECOMENDADA ≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡

Cooperatores veritatis

É verão e esta chovendo, aquelas típicas chuvas de verão, rápidas e de violência amena o suficiente para refrescar o ambiente. O calor excessivo não me anima a escrever, mas a chuva faz este trabalho de animação, e por isso estou aqui para escrever sobre um assunto ou ideia que estava engavetada com muitas outras. Quando falamos nos estudos acadêmicos em "buscar a verdade", "transmitir a verdade", "servir a verdade" ou mesmo em "obedecer a verdade" muitas vezes pressupõe-se a realidade VERDADE que pode-se simplesmente apresentá-la como Aristóteles, mas a verdade mesmo é uma PESSOA, e escrevo em caixa alta porque refiro-me a Deus mesmo, o Criador por excelência, fonte de toda a realidade existente. De fato, nada existe sem a consciência Divina que existe pensando em tudo e em todos, já que o seu esquecimento de alguma realidade significaria a inexistência desta realidade. Se você não chegou a esta certeza da dependência da realidade do pensamento

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Quem se sente em "paz" pode comungar? O quê?!

Eu pensei que somente os católicos de vitrine usavam argumentos como esse!

No documento intitulado "Critérios para a aplicação do capítulo oitavo Amoris Laetitia", os dois bispos de Malta asseguraram que os divorciados que voltaram a casar que se sentem em paz com Deus, podem comungar. Ademais, disseram que pode se impossível evitar as relações sexuais com o novo parceiro, que é o requisito necessário segundo o Magistério para que se possa comungar.

No ponto 10 do documento, os bispos malteses (arquediocese de Malta e diocese de Gozo) citam o ponto 300 de Amoris Laetitia para afirmar que se "uma pessoa separada ou divorciada que vive em uma nova união, com uma consciência formada e iluminada, reconhece e crê - ele ou ela - que estão em paz com Deus, não pode ser excluída de participar nos sacramentos da Reconciliação e da Eucaristia".

Igualmente asseguram, baseando-se nas notas 329 de Amoris Laetitia, que "há situações complexas onde a escolha de viver 'como irmãos e irmãs' é humanamente impossível e da lugar a um dano maior".

Esta interpretação de Amoris Laetitia choca-se frontalmente com o Magistério da Igreja, como ensinou São João Paulo II na exortação pós-sinodal Familiaris Consortio:

84. A Igreja, contudo, reafirma a sua práxis, fundada na Sagrada Escritura, de não admitir à comunhão eucarística os divorciados que contraíram nova união. Não podem ser admitidos, do momento em que o seu estado e condições de vida contradizem objetivamente aquela união de amor entre Cristo e a Igreja, significada e actuada na Eucaristia. Há, além disso, um outro peculiar motivo pastoral: se se admitissem estas pessoas à Eucaristia, os fiéis seriam induzidos em erro e confusão acerca da doutrina da Igreja sobre a indissolubilidade do matrimônio.
A reconciliação pelo sacramento da penitência - que abriria o caminho ao sacramento eucarístico - pode ser concedida só àqueles que, arrependidos de ter violado o sinal da Aliança e da fidelidade a Cristo, estão sinceramente dispostos a uma forma de vida não mais em contradição com a indissolubilidade do matrimônio. Isto tem como consequência, concretamente, que quando o homem e a mulher, por motivos sérios - quais, por exemplo, a educação dos filhos - não se podem separar, «assumem a obrigação de viver em plena continência, isto é, de abster-se dos atos próprios dos cônjuges»
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Link original da notícia: http://infocatolica.com/?t=noticia&cod=28282

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