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Igreja que não converte mais ninguém

Que existe uma profunda e evidente crise dentro da Igreja Católica a grande maioria dos seres racionais já conseguiu perceber. O que para muitos destes é ainda obscuro é a raiz disso e a postura que se deve tomar para ajudar a sanar tal crise. Não é simples ou fácil elucidar isso, eu mesmo não o posso fazer, mas aproximações reais a esta crise e a posição a qual devemos ter são possíveis e reais diante de um honesto esforço. Ouso dizer que, mesmo Joseph Ratzinger, que na minha opinião é o maior teólogo vivo, não conseguiu ou não quis apresentar o panorama real e profundo desta crise e sua raiz que esta mais atrás do que muita gente pensa. Hoje o esforço analítico é deveras enorme, pois muitos que poderiam já terem apresentado trabalhos sobre isso, aparentemente resolveram calar-se ou mesmo guardar para si, por medo ou intimidações variadas, suas análises sobre este tema. É grande o trabalho de compreensão e de inúmeras influências e inúmeras consequências de tudo o que nos fez chegar a

O que esta acontecendo com a Igreja Católica?

Numa cidadezinha da França chamada Ars, habitava um padre, sacerdote responsável por aquela paróquia. Seu nome era João Maria Batista Vianney, homem que entre os seus colegas do clero era tido como limitado, sem muita força para destacar-se na vocação sacerdotal. Sua limitação intelectual para os estudos era compensada de maneira extraordinária pela fé e amor. Este humilde sacerdote transformou o povoado de Ars que passou de, povoado aquém de Deus à uma das paróquias mais fervorosas de toda a França. E lembremos que estava por eclodir a nefasta Revolução Francesa com seu idealismo materialista, sementes do moderno ateísmo. 
Pareceu-me necessário lembrar deste grande santo para começar o que tenho a escrever sobre a minha perplexidade diante dos acontecimentos contemporâneos dentro da Igreja Católica.
Cura D"Ars apontando para o Céu

Não é segredo que existe uma crise de fé em todo o mundo católico. Os cristãos batizados a muito tempo não se interessam pela fé que professam, tratam-na como talismã ou "primeiros socorros", lembrando-se dela somente em caso de necessidade pessoal. Falta a muitos, melhor, à maioria, algo que o Cura D'Ars fazia muito em sua paróquia: catequese intensa e permanente. É preciso repetir: CATEQUESE, CATEQUESE, CATEQUESE. Esta crise de fé esta instalada no mundo católico em grande parte pela negligência desta atividade fundamental na Igreja de Cristo. Mas quem errou primeiro? O clero. Os padres, bispos e até alguns papas.

Hoje, escandalosamente, assisto atônito padres e religiosos de diversas famílias, buscando mais parecer-se com o mundo moderno e suas manias do que com Jesus Cristo e Sua Igreja, afinal, aquele que permanece fiel a Igreja de Cristo permanece fiel ao próprio Cristo. Isto esta inerente ao mandato deixado por Cristo a Pedro. Como entender fidelidade a Igreja (Magistério e Tradição) naquele sacerdote vestindo-se, portando-se e falando como o mundo ordena? Isto não é coragem evangélica, é conveniência explícita em busca dos aplausos das turbas mundanas.

Cada cristão pode e deve opôr-se a qualquer falácia mundana na boca de padres, bispos e religiosos. Mantendo o limite do respeito, é urgente que se denuncie e apresente as incoerências daqueles que deveriam estar na contramão do mundo, e não seguindo a corrente.

Lamentavelmente, desaponto-me cada dia mais com o Santo Padre Francisco. Desde de sua eleição ao Trono de Pedro, busquei amá-lo como a um verdadeiro pai, mas suas improvisações irresponsáveis já renderam muito o que pensar. Sei que muitos iram julgar-me prepotente, mas não posso pensar outra coisa depois tantas falas nebulosas e dúbias do Papa Francisco. Infelizmente devo reconhecer o que ouvi de certo amigo, "estávamos acostumados com a sabedoria de Bento XVI". Francisco aparenta ser alguém fora do lugar, alguém eleito por conveniência e irresponsabilidade dos colégio cardinalício. Ele não se preocupa com toda a Igreja (digo toda mesmo, não somente pessoas, mas Magistério, Tradição), parece rápido demais em querer falar de atentados, islâmicos, imigrantes, política, etc., mas sem a necessária reflexão, algo típico de quem erra menos.

O que esta acontecendo com a Igreja Católica? 

Creio que está passando pela turbulência que o próprio Cristo afirmou: 
Pensais que vim para estabelecer a paz sobre a terra? Não, eu vos digo, mas a divisão. Pois doravante, numa casa com cinco pessoas, estarão dividas três contra duas e duas contra três; ficarão divididos: pai contra filho e filho contra pai, mãe contra filha e filha contra mãe, sogra contra nora e nora contra sogra. (Lucas 12,51-53)

Essa visão ideológica de "paraíso terrestre" não se fundamenta nas palavras de Cristo, e é usurpador aquele que tenta dizer que Jesus pregou um paraíso terrestre. O Papa Francisco, transparece forte inclinação a esta ideologia socialista, de "céu aqui". Mas o céu nunca será aqui! O paraíso nunca será aqui! Por meio desta inclinação ideológica atitudes perigosas são levadas adiante, pronunciamentos são feitos sem a devida cautela, e a paz que deveria começar dentro da Igreja para fora, esta se buscando inutilmente fora da Igreja, enquanto dentro dela as rachaduras crescem onde nunca deveriam existir.

Para mim três coisas são urgentemente necessárias: (1) os bispos tomarem fortemente pulso de suas dioceses frente aos abusos de padres e leigos, usando de sua autoridade diocesana, pois o bispo não pode ser refém de padres e muito menos de leigos; (2) os seminários onde estão se formando os futuros sacerdotes necessitam passar por uma rígida vistoria, desde a grade curricular até o itinerário do seminarista, lembrando que ele não esta numa colônia de férias, mas esta num local de profundo retiro espiritual e dedicado estudo; (3) e uma campanha a nível mundial entre as dioceses para catequizar os cristãos batizados, tendo exclusivamente o Catecismo da Igreja Católica como livro base.

O que não se pode deixar mais acontecer é a pseudo "hermenêutica pastoral" que, desde o Concílio Vaticano II, vêm sendo usada como desculpa para as mais bizarras experiências nas paróquias, levando muitas vezes as verdadeiras blasfêmias e até heresias.

A situação é grave, sim! É necessário voltar aos escritos dos Padres da Igreja, como Agostinho, Eusébio de Cesaréia, Leão Magno, Jerônimo e outros. Pois não é na atualidade do mundo que manteremos a verdadeira fé.

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