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Cooperatores veritatis

É verão e esta chovendo, aquelas típicas chuvas de verão, rápidas e de violência amena o suficiente para refrescar o ambiente. O calor excessivo não me anima a escrever, mas a chuva faz este trabalho de animação, e por isso estou aqui para escrever sobre um assunto ou ideia que estava engavetada com muitas outras. Quando falamos nos estudos acadêmicos em "buscar a verdade", "transmitir a verdade", "servir a verdade" ou mesmo em "obedecer a verdade" muitas vezes pressupõe-se a realidade VERDADE que pode-se simplesmente apresentá-la como Aristóteles, mas a verdade mesmo é uma PESSOA, e escrevo em caixa alta porque refiro-me a Deus mesmo, o Criador por excelência, fonte de toda a realidade existente. De fato, nada existe sem a consciência Divina que existe pensando em tudo e em todos, já que o seu esquecimento de alguma realidade significaria a inexistência desta realidade. Se você não chegou a esta certeza da dependência da realidade do pensamento

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CRISTIANISMOS ADAPTADOS: Teólogos obedientes ao Magistério

Há cerca de seis (6) anos escrevia:
"o desenvolvimento teológico pode ser relativo em se tratando da verdade cristã. Ora, qualquer um pode “fazer teologia”, nem por isso a suposta verdade teológica que tal descobre ou desenvolve se enquadra na verdade mesma da fé cristã" (CRISTIANISMOS ADAPTADOS, 03/10/2009)
Este post iniciou uma série de posts sobre "cristianismos adaptados", uma forma que encontrei para nomear este cristianismo epidérmico, influenciado pela mundaneidade, inflado pela ilusória necessidade de ser e parecer simpático aos diferentes, aos que há décadas ou séculos andam em descompasso com a Igreja Católica e seu Magistério.
Após cinquenta anos do Concílio Vaticano II, percebemos marcas notórias de libertinagem teológica entre o clero católico, e indescritível atuação circense na vida pastoral, seja pelos próprios cléricos com débil teologia, seja pelos leigos com a mais débil ainda catequese recebida pelos fracos cléricos que a ministravam.

Existe de fato um documento da Igreja sobre a vocação do teólogo e a contribuição desta ciência para a fé, Donum Veritatis, uma instrução da Congregação para a Doutrina da Fé sobre a vocação eclesial do teólogo. Destaco o seguinte: "A teologia oferece portanto a sua contribuição para que a fé se torne comunicável, e a inteligência daqueles que não conhecem ainda o Cristo possa procurá-la e encontrá-la (n.7)". Neste ponto me parece imprescindível mencionar a obediência que o próprio teólogo deve ter para com o Magistério da Igreja, por mais que sua inteligência o leve a considerar tal teoria pastoral mais adequada a vivência de fé, pois se esta fere ou entra em desacordo de alguma maneira com a letra do próprio Magistério da Igreja, vale sua suspensão de juízo e concordância filial com aquela que vive para professar ao verdadeiro Cristo.

Não se trata de "obediência cega", como se na Igreja não tivéssemos inteligência e liberdade. Trata-se de amor e humildade. Existem em nosso tempo muito orgulho entre o s teólogos, pois alguns preferem trilhar o caminho da polêmica para alcançar notoriedade e certo seguimento. Esquecem que os homens devem seguir somente a Cristo! E depois, usar o próprio Cristo para elevar-se acima dos demais não os fará alcançar a coroa da vitória, mas a condenação eterna, por prua vaidade e usurpação das prerrogativas do próprio Deus.

Padres e bispos que levantam bandeiras ao invés de levantar o Evangelho e o Catecismo da Igreja Católica, são indignos seguidores de Nosso Senhor, e filhos rebeldes da Santa Mãe Igreja. Merecem dos cristãos orações e ao mesmo tempo repulsa pelos seus atos e palavras.

Identificamos os CRISTIANISMOS ADAPTADOS quando os confrontamos com o definitivo Magistério da Santa Igreja.

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