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Igreja que não converte mais ninguém

Que existe uma profunda e evidente crise dentro da Igreja Católica a grande maioria dos seres racionais já conseguiu perceber. O que para muitos destes é ainda obscuro é a raiz disso e a postura que se deve tomar para ajudar a sanar tal crise. Não é simples ou fácil elucidar isso, eu mesmo não o posso fazer, mas aproximações reais a esta crise e a posição a qual devemos ter são possíveis e reais diante de um honesto esforço. Ouso dizer que, mesmo Joseph Ratzinger, que na minha opinião é o maior teólogo vivo, não conseguiu ou não quis apresentar o panorama real e profundo desta crise e sua raiz que esta mais atrás do que muita gente pensa. Hoje o esforço analítico é deveras enorme, pois muitos que poderiam já terem apresentado trabalhos sobre isso, aparentemente resolveram calar-se ou mesmo guardar para si, por medo ou intimidações variadas, suas análises sobre este tema. É grande o trabalho de compreensão e de inúmeras influências e inúmeras consequências de tudo o que nos fez chegar a

CRISTIANISMOS ADAPTADOS: Teólogos obedientes ao Magistério

Há cerca de seis (6) anos escrevia:
"o desenvolvimento teológico pode ser relativo em se tratando da verdade cristã. Ora, qualquer um pode “fazer teologia”, nem por isso a suposta verdade teológica que tal descobre ou desenvolve se enquadra na verdade mesma da fé cristã" (CRISTIANISMOS ADAPTADOS, 03/10/2009)
Este post iniciou uma série de posts sobre "cristianismos adaptados", uma forma que encontrei para nomear este cristianismo epidérmico, influenciado pela mundaneidade, inflado pela ilusória necessidade de ser e parecer simpático aos diferentes, aos que há décadas ou séculos andam em descompasso com a Igreja Católica e seu Magistério.
Após cinquenta anos do Concílio Vaticano II, percebemos marcas notórias de libertinagem teológica entre o clero católico, e indescritível atuação circense na vida pastoral, seja pelos próprios cléricos com débil teologia, seja pelos leigos com a mais débil ainda catequese recebida pelos fracos cléricos que a ministravam.

Existe de fato um documento da Igreja sobre a vocação do teólogo e a contribuição desta ciência para a fé, Donum Veritatis, uma instrução da Congregação para a Doutrina da Fé sobre a vocação eclesial do teólogo. Destaco o seguinte: "A teologia oferece portanto a sua contribuição para que a fé se torne comunicável, e a inteligência daqueles que não conhecem ainda o Cristo possa procurá-la e encontrá-la (n.7)". Neste ponto me parece imprescindível mencionar a obediência que o próprio teólogo deve ter para com o Magistério da Igreja, por mais que sua inteligência o leve a considerar tal teoria pastoral mais adequada a vivência de fé, pois se esta fere ou entra em desacordo de alguma maneira com a letra do próprio Magistério da Igreja, vale sua suspensão de juízo e concordância filial com aquela que vive para professar ao verdadeiro Cristo.

Não se trata de "obediência cega", como se na Igreja não tivéssemos inteligência e liberdade. Trata-se de amor e humildade. Existem em nosso tempo muito orgulho entre o s teólogos, pois alguns preferem trilhar o caminho da polêmica para alcançar notoriedade e certo seguimento. Esquecem que os homens devem seguir somente a Cristo! E depois, usar o próprio Cristo para elevar-se acima dos demais não os fará alcançar a coroa da vitória, mas a condenação eterna, por prua vaidade e usurpação das prerrogativas do próprio Deus.

Padres e bispos que levantam bandeiras ao invés de levantar o Evangelho e o Catecismo da Igreja Católica, são indignos seguidores de Nosso Senhor, e filhos rebeldes da Santa Mãe Igreja. Merecem dos cristãos orações e ao mesmo tempo repulsa pelos seus atos e palavras.

Identificamos os CRISTIANISMOS ADAPTADOS quando os confrontamos com o definitivo Magistério da Santa Igreja.

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