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Igreja que não converte mais ninguém

Que existe uma profunda e evidente crise dentro da Igreja Católica a grande maioria dos seres racionais já conseguiu perceber. O que para muitos destes é ainda obscuro é a raiz disso e a postura que se deve tomar para ajudar a sanar tal crise. Não é simples ou fácil elucidar isso, eu mesmo não o posso fazer, mas aproximações reais a esta crise e a posição a qual devemos ter são possíveis e reais diante de um honesto esforço. Ouso dizer que, mesmo Joseph Ratzinger, que na minha opinião é o maior teólogo vivo, não conseguiu ou não quis apresentar o panorama real e profundo desta crise e sua raiz que esta mais atrás do que muita gente pensa. Hoje o esforço analítico é deveras enorme, pois muitos que poderiam já terem apresentado trabalhos sobre isso, aparentemente resolveram calar-se ou mesmo guardar para si, por medo ou intimidações variadas, suas análises sobre este tema. É grande o trabalho de compreensão e de inúmeras influências e inúmeras consequências de tudo o que nos fez chegar a

Um olhar sobre o "O Pequeno Príncipe"

Depois de alguma espera, realizei um desejo há alguns dias atrás, assisti a recente animação do O Pequeno Príncipe (Paramound Pictures, 2015, 106min) em 3D no cinema, e confesso: o filme satisfez todas as minhas expectativas a seu repeito.

A animação dirigida por Mark Osborne (diretor de Kung Fu Panda) não podia ser de outro lugar senão da França, país de origem do genial escritor Antoine de Sanit-Exupéry, autor deste pequeno romance, que apesar de pequeno em comparação a outras obras clássicas, se estende como uma das mais gigantescas obras de sabedoria da humanidade. Gosto de colocá-la ao lado de dois títulos igualmente inestimáveis: Divina Comédia (de Dante Alighieri) e Don Quixote (de Miguel de Cervantes).
Já confessei algumas vezes minha admiração por Saint-Exupéry, mas esta admiração passa essencialmente pelo "Pequeno Príncipe". E esta animação lançada este ano nos cinemas, transmite - com o toque do diretor - o "essencial ao coração", ou seja, a pura poesia da profundidade da alma daquele que consegue enxergar o que a maioria esquece com o passar dos anos.
O olhar da criança consegue mais facilmente ir além do material, além desta barreira visível que nos moldura. Mas como manter esta capacidade com a idade que vai avançando? O aviador conseguiu... como podemos conseguir?
A resposta parece-nos igualmente simples: encontre o Pequeno Príncipe, converse com ele. Quem consegue enxergar esta criatura guardada em nós conseguirá voltar ao puro olhar... olhar que vê o que é essencial, pois enxergará com o coração.
Fiquei muito feliz ainda ao saber que o lançamento de tal filme que tanto esperava seria justamente no meu aniversário natalício, 20 de agosto. Leio como um apelo providencial para que eu mesmo procure ultrapassar esta barreira visível que os homens constroem na sociedade e que impede de vermos a poesia do amor, a poesia da vida manifestada nas pequenas coisas, manifestada numa simples e pura amizade.
Talvez estejam sobrando muitos homens de negócios, homens ocupados com suas tarefas lucrativas neste mundo, e faltando homens que cresçam enxergando com a limpidez do coração.
Não se engane por ser uma animação, pois este filme é mais indicado para adultos do que para crianças!

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