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Igreja que não converte mais ninguém

Que existe uma profunda e evidente crise dentro da Igreja Católica a grande maioria dos seres racionais já conseguiu perceber. O que para muitos destes é ainda obscuro é a raiz disso e a postura que se deve tomar para ajudar a sanar tal crise. Não é simples ou fácil elucidar isso, eu mesmo não o posso fazer, mas aproximações reais a esta crise e a posição a qual devemos ter são possíveis e reais diante de um honesto esforço. Ouso dizer que, mesmo Joseph Ratzinger, que na minha opinião é o maior teólogo vivo, não conseguiu ou não quis apresentar o panorama real e profundo desta crise e sua raiz que esta mais atrás do que muita gente pensa. Hoje o esforço analítico é deveras enorme, pois muitos que poderiam já terem apresentado trabalhos sobre isso, aparentemente resolveram calar-se ou mesmo guardar para si, por medo ou intimidações variadas, suas análises sobre este tema. É grande o trabalho de compreensão e de inúmeras influências e inúmeras consequências de tudo o que nos fez chegar a

A face do nada

Pode parecer estranho ou até inútil referir-se ao nada como a um "ser existente", mas se o faço é apenas metaforicamente.
Digo a "a face do nada" para referir-me àqueles momentos da vida em que parece aflorar o sentimento de vazio existencial... algo que acredito acontecer com todos os seres humanos, pois se és humano significa que és dotado de uma alma, e teu espírito acaba lhe conjecturando coisas que aos animais irracionais seria impossível acontecer.
Mas falo da "face do nada" especialmente para falar destes momentos da vida em que nos colocamos repentinamente sob o florescer do espírito que brada: quem você é? O que você é? O que faz com sua vida?
Apenas o fato de se perguntar já revela a existência e com isso nossa consciência de sermos algo. Mas e aquela dúvida sobre o que fazemos desta existência? Ou seja, da vida que temos? Alguém uma vez disse que isto vamos respondendo ao longo da vida, e com isso concordo. Mas não elimina este (ou estes) momento que nos deparamos diante do "nada", como que se colocando diante da própria dúvida se realmente existimos.
Penso que estar diante da "face do nada" não é tão assustador e negativo como podemos imaginar. Se trata de uma oportunidade que nosso próprio espírito nos oferece: poder refinar nosso modo de viver. Pois é o momento de descartarmos os pesos que impedem o espírito de voar, de buscar o horizonte que lhe satisfaz.
"A face do nada" é assustador para quem obstinadamente quer viver sem aprender a ser o que poderia, segundo o espírito que habita em cada um.

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