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Cooperatores veritatis

É verão e esta chovendo, aquelas típicas chuvas de verão, rápidas e de violência amena o suficiente para refrescar o ambiente. O calor excessivo não me anima a escrever, mas a chuva faz este trabalho de animação, e por isso estou aqui para escrever sobre um assunto ou ideia que estava engavetada com muitas outras. Quando falamos nos estudos acadêmicos em "buscar a verdade", "transmitir a verdade", "servir a verdade" ou mesmo em "obedecer a verdade" muitas vezes pressupõe-se a realidade VERDADE que pode-se simplesmente apresentá-la como Aristóteles, mas a verdade mesmo é uma PESSOA, e escrevo em caixa alta porque refiro-me a Deus mesmo, o Criador por excelência, fonte de toda a realidade existente. De fato, nada existe sem a consciência Divina que existe pensando em tudo e em todos, já que o seu esquecimento de alguma realidade significaria a inexistência desta realidade. Se você não chegou a esta certeza da dependência da realidade do pensamento

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Eu digo não aos apelidos!

Para mim parece totalmente inútil falar deste assunto nos dias de hoje, mas é fato que odeio apelidos, e ao longo de minha vida já pude refletir bastante sobre isso.
Não sei como surgiu este afã dos seres humanos em colocar apelidos nos outros e isso logo após terem conhecimento dos nomes daqueles a quem preferem chamar pelos apelidos. Talvez tenha surgido na antiga Grécia, como a maioria das coisas misteriosas nos costumes ocidentais, ou ainda com a ascensão do Império Romano que praticamente germinou todas as línguas latinas, incluindo o português que aqui falamos. Mas talvez me incline a imaginar a originem deste costume não na língua, mas na sociedade e suas relações, nos locais onde este fenômeno é mais evidente. Posso falar apenas do Brasil, mas aqui parece claro que esta inclinação quase "natural" de apelidar os outros acompanha a relação vivencial da sociedade que manifestamos, nosso modo de viver com os outros. O que quero dizer é que, apelidar os outros não é consequência da língua, mas antes da relação social que gera este costume, ou não.
Mas porque odeio apelidos?
Em primeiro lugar compreendo aqueles que dizem ser uma "manifestação de simpatia", um símbolo de amizade, um gesto de carinho para com aquele que foi apelidado. Mas também sabe-se dos apelidos maliciosos e feios, estes certamente não são sinais de carinho e simpatia, mas de verdadeiro ataque ironizado em forma de apelido!
Odeio especialmente os apelidinhos... sim, aqueles "inhos": florzinha, Joãozinho, Pedrinho, Melzinha, etc. Na escola aprendi que esta terminação quase sempre denota diminuição, pequenez. Talvez seja uma forma também irônica de dizer "você é inferior a mim"... tática quase comunista (risos)!
Mas principalmente odeio apelidos por dois motivos especiais:
  1. Esta pessoa a quem chamam por apelido (apelidos) recebeu com todo carinho, de forma programada e pensada, um nome por seus pais, um nome que eles decidiram juntamente - ou pelo menos chegaram num acordo - para identificar seu filho, o seu descendente. O apelido é, para mim, uma desonra a memória dos pais de tal pessoa por este motivo.
  2. Mas também porque o nome é a revelação além de identificação de cada ser humano. Sou Valderi, e sou identificado primeiramente por este conjunto de letras e sons "VALDERI". Minha dignidade será também reconhecida - assim como minha indignidade - por este conjunto de letras e sons, "VALDERI". Meu nome é a identificação e revelação de quem sou e de como sou!
Poderia me alongar, mas em suma, é por estes motivos que odeio apelidos. Considero indigno ser chamado por apelidos, por mais fofos que a alguém possa parecer, e igualmente me recuso a chamar os outros por apelidos, por isso procuro sempre conhecer seus nomes para por meio deles os identificar e se relacionar.

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