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Cooperatores veritatis

É verão e esta chovendo, aquelas típicas chuvas de verão, rápidas e de violência amena o suficiente para refrescar o ambiente. O calor excessivo não me anima a escrever, mas a chuva faz este trabalho de animação, e por isso estou aqui para escrever sobre um assunto ou ideia que estava engavetada com muitas outras. Quando falamos nos estudos acadêmicos em "buscar a verdade", "transmitir a verdade", "servir a verdade" ou mesmo em "obedecer a verdade" muitas vezes pressupõe-se a realidade VERDADE que pode-se simplesmente apresentá-la como Aristóteles, mas a verdade mesmo é uma PESSOA, e escrevo em caixa alta porque refiro-me a Deus mesmo, o Criador por excelência, fonte de toda a realidade existente. De fato, nada existe sem a consciência Divina que existe pensando em tudo e em todos, já que o seu esquecimento de alguma realidade significaria a inexistência desta realidade. Se você não chegou a esta certeza da dependência da realidade do pensamento

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Pároco vs. Gerente Paroquial

Refletindo sobre o sacerdócio ministerial é inevitável que use mão de alguns exemplos, coisas e pessoas que conheci. Mas ressalto que de maneira algum desejo ofender estes que passaram por minha vida... alguns é claro, espero que não voltem!

Lembrando de uma reflexão que aqui postei, escrevia:
[...] digo e afirmo – não sendo indiferente aos vários argumentos – ser o sacerdócio ESTADO DE VIDA e não SERVIÇO simplesmente. (SACERDÓCIO: ESTADO NÃO SERVIÇO)
Partindo desta afirmação, completo com determinada situação que certa vez tive conhecimento. Um padre relativamente jovem, que era pároco numa determinada paróquia, pouco a pouco foi mudando seu linguajar com os que conviviam quase que diariamente na paróquia, e neste grupo estão secretárias e vigários paroquiais. Seu entusiasmo nascido talvez da literatura moderna, das possíveis amizades que favoreciam assuntos empresariais, e um desconexo esforço e tempo gasto numa administração paroquial cada vez mais complexa e entranhada de sistemas e burocracia (não que desconheça o fardo que a economia atual traz até para as instituições religiosas!), fez com que aos poucos fosse minguando a imagem e atuação do "pastor de almas", aquele responsável primeiramente pela salvação do rebanho, do que pela "gerência paroquial".

Pois é, isto que este pároco tornou-se, mesmo que sutilmente: UM GERENTE PAROQUIAL, cada vez menos sacerdote e mais empresário. Gastando seu tempo, até nas homilias, para discursar a respeito de empreendimentos na paróquia, de economias futuras, obras e etc. Isto sem contar a necessidade de mostrar-se ao lado dos poderosos economicamente, pessoas que lhe rendiam notoriedade na cidadezinha em que habitava... ops, trabalhava! Daí para mostrar-se um amante de viagens, a qualquer hora, gastos desmedidos com jantas e amigos não faltou muito.

E o povo?! Bem, alguns paroquianos percebiam isto e comentários evidentemente que apareceram, como os que já diziam "não contamos com nosso pároco, pois aqui no grupo não temos nenhum prefeito ou empresário...".

O que pode ser injusto a este sacerdote que nem reconhece as qualidades que deveria exercer, é na verdade uma realidade simples e palpável em muitas paróquias. Homens que foram chamados por Deus ao sacerdócio mas que o USAM como palco de diversas formas para sua própria "fama". Estes mesmo são os que atiram pedras nos pecadores ao invés de estender a mão misericordiosa e compreensiva.

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