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Cooperatores veritatis

É verão e esta chovendo, aquelas típicas chuvas de verão, rápidas e de violência amena o suficiente para refrescar o ambiente. O calor excessivo não me anima a escrever, mas a chuva faz este trabalho de animação, e por isso estou aqui para escrever sobre um assunto ou ideia que estava engavetada com muitas outras. Quando falamos nos estudos acadêmicos em "buscar a verdade", "transmitir a verdade", "servir a verdade" ou mesmo em "obedecer a verdade" muitas vezes pressupõe-se a realidade VERDADE que pode-se simplesmente apresentá-la como Aristóteles, mas a verdade mesmo é uma PESSOA, e escrevo em caixa alta porque refiro-me a Deus mesmo, o Criador por excelência, fonte de toda a realidade existente. De fato, nada existe sem a consciência Divina que existe pensando em tudo e em todos, já que o seu esquecimento de alguma realidade significaria a inexistência desta realidade. Se você não chegou a esta certeza da dependência da realidade do pensamento

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Tolstói e a busca da verdade

Liev Nicolaievicth TolstoiTolstói realmente é fascinante na sua obra apesar de nem tanto na sua posteriora ideologia. Em realidade a literatura romântica russa contêm um fascínio que oscila entre o enriquecimento do cotidiano e fantástica descoberta do extraordinário no ordinário da vida humana.
O que me encanta em Tolstói é a facilidade com que nos ajuda a refletir sobre a existência humana, sobre questões fundamentais do ser humano. Isso o percebo desde que tive meu primeiro contato com a obra de Tostói em “A morte de Ivan Ilitch”, refletindo sobre a obsessiva ingênuidade humana em perder a vida em futilidades tidas como essenciais mas que se revelam pedras no bem viver.
Em “Ana Karenina”, encontramos esta pérola sobre a busca da verdade:
"O prazer não esta em descobrir a verdade, mas sim no esforço em buscá-la" (Ana Karenina, de Tolstói).
Quem ousa discordar com plena certeza disso? Se existe prazer na verdade ele esta na consciência do esforço realizado em tê-la, em saber que ouve esforço por buscá-la. E isso acaba por nos levar a outra certeza que o próprio Tolstói nos ajuda a ter, a de que buscar a verdade é o essencial, algo antes mesmo que a própria liberdade.
"Não alcançamos a liberdade buscando a liberdade, mas sim a verdade. A liberdade não é um fim, mas uma consequência" (Tolstói).
Isso me leva a perceber que nem sempre ter liberdade é sinônimo de busca pela verdade, pois quando se luta por liberdade sem busca antecipada pela verdade não há idoneidade naquele que exige a sua liberdade.

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