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Igreja que não converte mais ninguém

Que existe uma profunda e evidente crise dentro da Igreja Católica a grande maioria dos seres racionais já conseguiu perceber. O que para muitos destes é ainda obscuro é a raiz disso e a postura que se deve tomar para ajudar a sanar tal crise. Não é simples ou fácil elucidar isso, eu mesmo não o posso fazer, mas aproximações reais a esta crise e a posição a qual devemos ter são possíveis e reais diante de um honesto esforço. Ouso dizer que, mesmo Joseph Ratzinger, que na minha opinião é o maior teólogo vivo, não conseguiu ou não quis apresentar o panorama real e profundo desta crise e sua raiz que esta mais atrás do que muita gente pensa. Hoje o esforço analítico é deveras enorme, pois muitos que poderiam já terem apresentado trabalhos sobre isso, aparentemente resolveram calar-se ou mesmo guardar para si, por medo ou intimidações variadas, suas análises sobre este tema. É grande o trabalho de compreensão e de inúmeras influências e inúmeras consequências de tudo o que nos fez chegar a

Condição para a fidelidade

Não consigo imaginar o que pode haver de mais degradante e putredo no ser humano do que a infidelidade”, isso escrevi a algum tempo atrás aproveitando a leitura que fazia de um escrito de Hildebrand. Mas aquele artigo precisa ser completado, pois existe uma condição para que se consiga o exercício da fidelidade, para enfim, ser confiável.
Falando sem “rodeios” – como se diria na linguagem popular – se trata de uma condição para ser fiel e conquistar a confiabilidade: estar vivendo no estado de vida adequado para que as virtudes tenham bom terreno para crescerem e de fato, serem colunas de uma vida sensata e feliz. É desta meneira que julgamos menos idôneo às virtudes aquela pessoa Caminhos - onde ir 01que sempre conviveu, desde a tenra infância, com claros exemplos de vícios, ou anti-virtudes, que certamente acabam moldando o caráter e deformando a personalidade. Já está mais que acordado entre a maioria das pessoas que o ambiente ajuda ou prejudica a formação e a capacidade de regeneração do ser humano.
Mas também incluo nesta condição o fato de escolher onde, como e seguindo o quê… ou seja, as decisões que se toma na vida, pois pode-se ter recebido uma boa formação moral e ética, um bom incentivo para a vivência das virtudes – como a fideldiade, por exemplo – mas de nada adiantará se minhas decisões acabam me colocando num estado incompatível, onde não se tenha a força natural para vivê-las. Para ilustrar, pensemos naquele jovem que foi muito bem formado desde a infância, mas por um ímpeto natural busca lançar-se no mundo político, e para alcançar algo começa por ser garçom em festas organizadas por homens muito ricos mas pouco virtuosos que somente lhe passam a imagem de que é necessário aceitar o modo de vida deles para crescer no mundo político. Este jovem sente-se preso a este espaço vital para seu projeto de futuro.
Assim sendo, não se consegue ser fiel e por conseguinte ser confiável e confiar se não existe a busca por crescer na vida naquele local onde a consciência, caráter e personalidade se encaixam.
Um conselho: procure primeiro o estado de vida que servirá de terreno para o cultivo das virtudes, mesmo que custe, e ao passar dos anos verás a felicidade acontecer.

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