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Igreja que não converte mais ninguém

Que existe uma profunda e evidente crise dentro da Igreja Católica a grande maioria dos seres racionais já conseguiu perceber. O que para muitos destes é ainda obscuro é a raiz disso e a postura que se deve tomar para ajudar a sanar tal crise. Não é simples ou fácil elucidar isso, eu mesmo não o posso fazer, mas aproximações reais a esta crise e a posição a qual devemos ter são possíveis e reais diante de um honesto esforço. Ouso dizer que, mesmo Joseph Ratzinger, que na minha opinião é o maior teólogo vivo, não conseguiu ou não quis apresentar o panorama real e profundo desta crise e sua raiz que esta mais atrás do que muita gente pensa. Hoje o esforço analítico é deveras enorme, pois muitos que poderiam já terem apresentado trabalhos sobre isso, aparentemente resolveram calar-se ou mesmo guardar para si, por medo ou intimidações variadas, suas análises sobre este tema. É grande o trabalho de compreensão e de inúmeras influências e inúmeras consequências de tudo o que nos fez chegar a

Comunistas clericais… sim, eles existem!

Já a tempo presenciamos bizarrices extraorbitais dentro da Santa Igreja, e infelizmente não se tratá de um leigo mauVaticano - raio informado, mas muitas destas bizarrices surgem de mentes “clericais”, ou seja, em sua grande maioria ministros ordenados (diáconos, padres e bispos) que acabam transformando os presbitérios em palcos, palanques e galhos para tripudiar da sabedoria da Igreja, que nada mais pede aos seus “ordenados” que cumpram o que ela, ao longo de vinte séculos, formulou, ordenou e sintetizou de todo o tesouro teológico oriundo da vida de Nosso Senhor.

Realmente é lamentável o que sofre a Mãe Igreja com estes verdadeiros “comunistas clericais” que usam suas batinas… desculpe, eles nem sabem mais o  que é batina… enfim, que usam suas camisas listradas anos 80 para aparentarem seriedade, e dissiminam a insensatez, a discórdia e a rebeldia entre os leigos. Estou cansado de ver estes “agentes” infiltrados no corpo ministerial destruindo a Igreja de dentro, uma verdadeira guerra fria onde o campo é sempre a vida pastoral, o lugar onde deveria aparecer a voz forte, firme e verdadeira da Igreja, não de Pe. Fulano, nem de Dom Beltrano.

Pode aparenter apenas desabafo de minha parte, mas se trata de verdadeira denúncia (para quem ainda pensa viver no “pais das maravilhas” pós-concílio), pois já gastei tempo concentrando-me nos livros oficiais da Santa Mãe Igreja para não falar injustiças ou bobagens do nível que se fala por “padrecos” boa praças em suas homilias apaziguadoras, totalmente aquém da exigência teológica ou magisterial.

Para espíritos ao menos esforçados peço o delicado e dedicado esforço do estudo para perceber que “liberdade intelectual” não se coaduna com obediência magisterial. Se pertences a Santa Igreja de Cristo, visivelmente na Igreja Católica Apostólica Romana, necessitas alegrar-se por dedicar a vida em obedecê-la em seu magistério, sábio por definição e função. É claro que um pressuposto é fundamental para isso: a fé. Exitem muitos teólogos sem fé, que estão caminhando entre os batizados, como “espiões camuflados”… kasperianos que não conseguiram dobrar-se diante da Esposa de Cristo.

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