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Cooperatores veritatis

É verão e esta chovendo, aquelas típicas chuvas de verão, rápidas e de violência amena o suficiente para refrescar o ambiente. O calor excessivo não me anima a escrever, mas a chuva faz este trabalho de animação, e por isso estou aqui para escrever sobre um assunto ou ideia que estava engavetada com muitas outras. Quando falamos nos estudos acadêmicos em "buscar a verdade", "transmitir a verdade", "servir a verdade" ou mesmo em "obedecer a verdade" muitas vezes pressupõe-se a realidade VERDADE que pode-se simplesmente apresentá-la como Aristóteles, mas a verdade mesmo é uma PESSOA, e escrevo em caixa alta porque refiro-me a Deus mesmo, o Criador por excelência, fonte de toda a realidade existente. De fato, nada existe sem a consciência Divina que existe pensando em tudo e em todos, já que o seu esquecimento de alguma realidade significaria a inexistência desta realidade. Se você não chegou a esta certeza da dependência da realidade do pensamento

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A morte de um gato!

Muitas vezes me impressiono com as reações humanas, algumas dignas de estudos científicos, seja no campo da psicologia, psiquiatria ou até da parapsicologia. O ser humano com certeza é um ser muito complexo... me pergunto se mais na sua biologia ou no complexo sentimental. Me inclino a considerar esta dimensão sentimental muito mais complexa do que o organismo biológico em si, com tudo o que o complementa. O assunto deste post se assemelha com outro que escrevi a mais tempo (http://www.valderi.com.br/2009/09/somente-um-cachorro.html), mas vamos lá.

Num destes dias atrás, soube de alguém que derramou prantos e prantos pela morte acidental de uma gata, um animalzinho de estimação. Era uma gatinha, de poucos dias de vida. O momento derradeiro aconteceu assim: Estava uma senhora, acredito que uma parente da lamentosa, pronta para sentar-se quando misteriosamente apoiou a pé, onde todo o seu corpo se apoiava, em cima da bichana. O resultado não foi outro senão o esmagamento parcial da cabeça e tórax do animalzinho de poucos dias qua mau tinha forças para dar os seus miados. Fim trágico para a parca peluda!

Esta jovem que lágrima após lágrima lamentou a morte desta pequena gata, deixou-me a pensar nisto que acima escrevi, a complexibilidade interior do ser humano. Como pode uma pessoa, supostamente centrada, com a vida resolvida, com pai e mãe, irmãos e irmãs, amigos reais e virtuais… como pode alguém assim se desmanchar tanto por um pequeno animal irracional, que apenas em teoria alguns dizem ter sentimentos? Como é possível chorar por esta morte, e não pela morte de um delinguente, que apesar de sua vida moral reprovada, ainda assim é superior a uma gatinha?

Tudo para mim parece difícil de entender, tanto que não busco uma resposta exata, mas o que pretendo é refletir e ainda mais chego a real necessidade do ser humano aprender a sentir o humano em todos os humanos, para não transformar em humano – objeto de nossa relação – animais e máquinas.

Para quem acha que sou frio no que escrevo porque não tenho um convívio com algum animal de estimação digo que estão enganados. Tenho meu cachorro, um cão da raça Chow Chow. Brinco com ele, cuido dele, mas sei o que e quem ele é, por isso organizo meus sentimentos.

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