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Igreja que não converte mais ninguém

Que existe uma profunda e evidente crise dentro da Igreja Católica a grande maioria dos seres racionais já conseguiu perceber. O que para muitos destes é ainda obscuro é a raiz disso e a postura que se deve tomar para ajudar a sanar tal crise. Não é simples ou fácil elucidar isso, eu mesmo não o posso fazer, mas aproximações reais a esta crise e a posição a qual devemos ter são possíveis e reais diante de um honesto esforço. Ouso dizer que, mesmo Joseph Ratzinger, que na minha opinião é o maior teólogo vivo, não conseguiu ou não quis apresentar o panorama real e profundo desta crise e sua raiz que esta mais atrás do que muita gente pensa. Hoje o esforço analítico é deveras enorme, pois muitos que poderiam já terem apresentado trabalhos sobre isso, aparentemente resolveram calar-se ou mesmo guardar para si, por medo ou intimidações variadas, suas análises sobre este tema. É grande o trabalho de compreensão e de inúmeras influências e inúmeras consequências de tudo o que nos fez chegar a

A morte de um gato!

Muitas vezes me impressiono com as reações humanas, algumas dignas de estudos científicos, seja no campo da psicologia, psiquiatria ou até da parapsicologia. O ser humano com certeza é um ser muito complexo... me pergunto se mais na sua biologia ou no complexo sentimental. Me inclino a considerar esta dimensão sentimental muito mais complexa do que o organismo biológico em si, com tudo o que o complementa. O assunto deste post se assemelha com outro que escrevi a mais tempo (http://www.valderi.com.br/2009/09/somente-um-cachorro.html), mas vamos lá.

Num destes dias atrás, soube de alguém que derramou prantos e prantos pela morte acidental de uma gata, um animalzinho de estimação. Era uma gatinha, de poucos dias de vida. O momento derradeiro aconteceu assim: Estava uma senhora, acredito que uma parente da lamentosa, pronta para sentar-se quando misteriosamente apoiou a pé, onde todo o seu corpo se apoiava, em cima da bichana. O resultado não foi outro senão o esmagamento parcial da cabeça e tórax do animalzinho de poucos dias qua mau tinha forças para dar os seus miados. Fim trágico para a parca peluda!

Esta jovem que lágrima após lágrima lamentou a morte desta pequena gata, deixou-me a pensar nisto que acima escrevi, a complexibilidade interior do ser humano. Como pode uma pessoa, supostamente centrada, com a vida resolvida, com pai e mãe, irmãos e irmãs, amigos reais e virtuais… como pode alguém assim se desmanchar tanto por um pequeno animal irracional, que apenas em teoria alguns dizem ter sentimentos? Como é possível chorar por esta morte, e não pela morte de um delinguente, que apesar de sua vida moral reprovada, ainda assim é superior a uma gatinha?

Tudo para mim parece difícil de entender, tanto que não busco uma resposta exata, mas o que pretendo é refletir e ainda mais chego a real necessidade do ser humano aprender a sentir o humano em todos os humanos, para não transformar em humano – objeto de nossa relação – animais e máquinas.

Para quem acha que sou frio no que escrevo porque não tenho um convívio com algum animal de estimação digo que estão enganados. Tenho meu cachorro, um cão da raça Chow Chow. Brinco com ele, cuido dele, mas sei o que e quem ele é, por isso organizo meus sentimentos.

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