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Cooperatores veritatis

É verão e esta chovendo, aquelas típicas chuvas de verão, rápidas e de violência amena o suficiente para refrescar o ambiente. O calor excessivo não me anima a escrever, mas a chuva faz este trabalho de animação, e por isso estou aqui para escrever sobre um assunto ou ideia que estava engavetada com muitas outras. Quando falamos nos estudos acadêmicos em "buscar a verdade", "transmitir a verdade", "servir a verdade" ou mesmo em "obedecer a verdade" muitas vezes pressupõe-se a realidade VERDADE que pode-se simplesmente apresentá-la como Aristóteles, mas a verdade mesmo é uma PESSOA, e escrevo em caixa alta porque refiro-me a Deus mesmo, o Criador por excelência, fonte de toda a realidade existente. De fato, nada existe sem a consciência Divina que existe pensando em tudo e em todos, já que o seu esquecimento de alguma realidade significaria a inexistência desta realidade. Se você não chegou a esta certeza da dependência da realidade do pensamento

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Dom Zeno: “A Bíblia nos quer levar à conversão”

Reproduzo o artigo de Dom Zeno Hastenteufel, bispo da Diocese de Novo Hamburgo, em ocasião do Dia da Bíblia.

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O último domingo de setembro é sempre o Dia da Bíblia. Trata-se de uma referência especial a São Jerônimo, cuja data nós celebramos no dia 30 de setembro, o dia da secretária ou do secretário, precisamente porque este santo, em vida, fora secretário do Papa Dâmaso, em torno de 370-380. Depois ele foi encaminhado para a Palestina a fim de estudar as línguas bíblicas e providenciar uma tradução oficial da Bíblia para o latim. Com 40 anos de trabalho, estudo, pesquisa e tradução, estava pronta a Vulgata: uma Bíblia em latim, num manuscrito de belíssima apresentação. Esta Bíblia se tornou sempre referência para qualquer dúvida. Desta tradução, a Igreja passou a extrair os textos para a liturgia e para as orações.

Já a liturgia deste domingo nos fala diretamente da conversão, do arrependimento e da mudança de vida. O Profeta Ezequiel tem consciência de que nunca é tarde para se arrepender e trabalhar na conversão, senão vejamos: “Quando um ímpio se arrepende da maldade que praticou e observa o direito e a justiça, conserva a própria vida. Arrependendo-se de todos os seus pecados, com certeza viverá e não morrerá” (Ez 18,27-28). Certamente esta era uma pregação nova e revolucionária em sua época porque naquele tempo não se acreditava muito no perdão e na conversão.

Na carta aos Filipenses, São Paulo vê na encarnação do Verbo o supremo sinal de humildade e de esforço para a conversão da humanidade: “Jesus Cristo, existindo em condição divina, não fez do ser igual a Deus uma usurpação, mas esvaziou-se a si mesmo, assumindo a condição de escravo e tornando-se igual aos homens. Encontrado com aspecto humano, humilhou-se a si mesmo, fazendo-se obediente até a morte, e morte de cruz” (Fil 2, 6-8).

Da parte de Deus, temos o gesto supremo de amor pela humanidade, ao assumir carne humana em Jesus, tornou-se igual aos pobres homens pecadores, unicamente para poder salvá-los e recuperá-los para a vida eterna.

Mas, a ideia de arrependimento e mudança de atitude volta com toda a força no evangelho deste domingo: “Que vos parece? Um homem tinha dois filhos. Dirigindo-se ao primeiro, lhe disse: ´Filho vai trabalhar hoje na vinha!´ O filho respondeu: ´Não quero´. Mas, depois mudou de opinião e foi. O pai dirigiu-se ao outro filho e lhe disse a mesma coisa. Este respondeu: ´Sim, senhor, eu vou´. Mas não foi. Qual dos dois fez a vontade do pai” (Mt 21,28-31)?

Este filho, que a princípio não queria obedecer, ele se arrependeu e foi trabalhar. Este agradou ou ao pai e recebe elogios. Jesus mesmo diz que este se parece aos que se arrependeram diante da pregação de João Batista e se encaminharam na conversão.

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Fonte: www.mitranh.org.br

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