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Igreja que não converte mais ninguém

Que existe uma profunda e evidente crise dentro da Igreja Católica a grande maioria dos seres racionais já conseguiu perceber. O que para muitos destes é ainda obscuro é a raiz disso e a postura que se deve tomar para ajudar a sanar tal crise. Não é simples ou fácil elucidar isso, eu mesmo não o posso fazer, mas aproximações reais a esta crise e a posição a qual devemos ter são possíveis e reais diante de um honesto esforço. Ouso dizer que, mesmo Joseph Ratzinger, que na minha opinião é o maior teólogo vivo, não conseguiu ou não quis apresentar o panorama real e profundo desta crise e sua raiz que esta mais atrás do que muita gente pensa. Hoje o esforço analítico é deveras enorme, pois muitos que poderiam já terem apresentado trabalhos sobre isso, aparentemente resolveram calar-se ou mesmo guardar para si, por medo ou intimidações variadas, suas análises sobre este tema. É grande o trabalho de compreensão e de inúmeras influências e inúmeras consequências de tudo o que nos fez chegar a

Escândalo: tira-se suspensão ‘a divinis’ de Miguel d’Escoto

« O Papa Francisco aprovou o levantamento da suspensão a divinis do Padre Miguel d’Escoto », nos deu a conhecer ontem a Rádio Vaticano.Miguel dEscoto [padre comunista]

Miguel d’Escoto foi um expoente da teologia da libertação, o que a Rádio Vaticano traduziu assim:

“Muito engajado em favor da justiça social, dos pobres e das populações desfavorecidas, foi um dos fundadores, em Nova York, do Grupo dos Doze, composto por intelectuais e membros de profissões liberais que apoiaram a Frente Sandinista de Libertação Nacional, em sua luta para derrubar o ditador Somoza”.

Mais tarde, foi durante mais de dez anos ministro das Relações Exteriores do governo sandinista (comunista estilo cubano). Durante a primeira visita de João Paulo II a Nicarágua, ele havia organizado para o Papa, com seus confrades [também padres] Ernesto Cardenal, ministro da Cultura, e Fernando Cardenal, ministro da Educação, uma missa revolucionária, que teve lugar diante de retratos gigantes dos fundadores da Frente sandinista de Libertação Nacional.

João Paulo II, que havia criticado publicamente a atividade política desses três sacerdotes (no momento em que o regime sandinista travava uma guerra contra os cristãos), terminou por suspendê-los a divinis em 1985.

Rádio Vaticano continua:

“Nos últimos anos, ele abandonou seu engajamento político e enviou uma carta ao Santo Padre para manifestar seu desejo de novamente celebrar a Eucaristia antes de morrer”.

Mas aqui está a verdade. Dita pelo próprio Miguel d’Escoto, entrevistado ontem na televisão da Nicarágua. Ele revelou que o levantamento das sanções foi possível graças ao apoio da Núncio Apostólico na Nicarágua, Dom Fortunato Nwachukwu, que o aconselhou a escrever ao Papa. E então declarou:

“O Vaticano pode reduzir todo mundo ao silêncio, então Deus fará as pedras falarem, e as pedras vão transmitir a sua mensagem, mas Deus não fez isso, ele escolheu o maior dos latino-americanos de todos os tempos: Fidel Castro. É através de Fidel Castro que o Espírito Santo nos envia a mensagem. Esta mensagem de Jesus, da necessidade da luta para estabelecer, firmemente e de forma irreversível, o reino de Deus nesta Terra, que é a sua alternativa ao império”.

Obrigado, Francisco.

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Nota do Fratres: Ao contrário do que agências de notícias católicas divulgam, o sacerdote revolucionário não abandonou a política. Na realidade, continua sendo assessor para assuntos limítrofes e de relações internacionais do governo do presidente de Nicarágua, o sandinista Daniel Ortega.

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Nota do Blog VALDERI: Compartilho este artigo como também o tom de lamento pela triste comprensão que teve o Santo Padre Francisco neste caso. É impossível relativizar a necessária comunhão com o Magistário da Igreja sob suposta “misericórdia” ou “compaixão”.

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Fonte: Rádio Vaticano

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